Em entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou temas centrais de sua terceira gestão, enfatizando a importância da distribuição de renda, inclusão social, crescimento econômico, educação e civilidade democrática.

Lula expressou sua visão sobre o legado que deseja deixar ao final de seu mandato. “O crescimento da distribuição de renda e a inclusão social são marcas que quero deixar. Também enfatizo a civilidade democrática, o crescimento econômico e educacional, além da cidadania”, afirmou.

Desde o início de 2023, o governo tem implementado diversas políticas sociais. “Nunca antes na história do Brasil houve tantas políticas de inclusão social, abrangendo povos indígenas, quilombolas, mulheres e pequenos produtores rurais”, destacou. O presidente também mencionou o aumento do crédito para o agronegócio e o crescimento do PIB na indústria.

Educação e inovação

A educação foi outro ponto crucial na fala do presidente. Lula afirmou que o governo está comprometido com a alfabetização de crianças na idade certa, em colaboração com estados e municípios. Ele anunciou a construção de 100 novos institutos federais e o fortalecimento de universidades e hospitais universitários.

Sobre a sanção do Projeto de Lei nº 4.932/2024, que restringe o uso de celulares nas escolas, Lula comentou: “Proibimos o uso de celulares nas aulas para respeitar os alunos e professores. É uma questão de humanismo. Ou cuidamos disso agora, ou os algoritmos dominarão.”

Crédits e microeconomia

O presidente também se referiu ao aumento do crédito no país, destacando uma reunião com presidentes de bancos públicos. “Nunca houve tanto investimento do BNDES, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e outros. O crédito está crescendo e novas medidas serão anunciadas em breve”, afirmou.

Lula acrescentou que é necessário focar mais na microeconomia, que considera fundamental para o crescimento do país. “Quando o dinheiro circula, o comércio, os serviços e os salários crescem. Precisamos discutir microeconomia, pois ela movimenta a economia. Um pequeno comerciante investe localmente, e isso é o que faz a economia girar”, concluiu.