Foz do Iguaçu, PR – A Itaipu Binacional sediou, entre os dias 15 e 17 de abril, em Foz do Iguaçu (PR), o KMXP – Knowledge Management Brazil Experience – Energia. O evento presencial e gratuito reuniu especialistas, gestores e profissionais do setor energético para discutir como a gestão do conhecimento pode contribuir para decisões mais consistentes em um cenário marcado pela transição energética, pela inovação tecnológica e pela crescente complexidade regulatória. O encontro foi realizado em parceria com o Itaipu Parquetec e a Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC).
O diretor administrativo da Itaipu, Djalma Vando Berger, representou o diretor-geral brasileiro, Enio Verri, na abertura do evento. Durante sua participação, destacou a importância do uso estratégico de dados na administração de projetos e na captação de recursos.
“A complexidade do nosso setor demanda mais do que inovação técnica. É a nossa capacidade contínua de aprender e integrar perspectivas que garante a excelência na administração de ativos de grande porte e a mitigação de riscos”, afirmou.
Ao longo dos três dias, o KMXP Energia 2026 abordou temas como governança e gestão de riscos, impacto social da transição energética, liderança ambiental na matriz brasileira, segurança operacional, transformação digital e inovação. A programação foi encerrada com um painel dedicado à construção colaborativa do Roadmap 2055 de Gestão do Conhecimento no Setor de Energia.
O diretor técnico executivo da Itaipu, Renato Sacramento, participou do painel “Matriz Energética”, ao lado de representantes do setor. Com cerca de 50 anos de experiência na área elétrica, ele relembrou desafios históricos do planejamento e da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), além do processo de criação da Itaipu Binacional. Sacramento também abordou os desafios atuais da transição energética no Brasil.
“Hoje, nossa matriz já é destaque global por ser uma das mais limpas, beirando os 50% de fontes renováveis. O nosso grande desafio na jornada da transição energética agora é cultural e estrutural: precisamos aplicar o nosso conhecimento para melhorar o reaproveitamento, a digitalização e a eficiência na produção e consumo de energia”, declarou.
O diretor ressaltou ainda o papel estratégico da gestão do conhecimento na trajetória da Itaipu.
“Esse é o principal papel da Gestão do Conhecimento, permitir que o conhecimento acumulado seja utilizado e aprimorado ao longo do tempo. Nesse processo, o principal ativo são as pessoas, são elas que geram, transmitem e aplicam o conhecimento acumulado”, completou.
Representando a SBGC, a presidente Elissandra Hurtado destacou a importância do capital humano na construção de decisões estratégicas no setor energético.
“Criamos este fórum não apenas para apresentar o cenário, mas para vivenciá-lo na prática. Queremos que governança, responsabilidade social e desenvolvimento tecnológico caminhem juntos na construção de decisões verdadeiramente conscientes para o futuro da energia no país”, afirmou.
No primeiro dia do evento, o chefe da Assessoria de Compliance da Itaipu, Alexandre Mugnaini, participou do painel “Catalisador da Estratégia: O Papel da Gestão do Conhecimento na Governança”, que discutiu como a área pode fortalecer a continuidade organizacional, reduzir riscos e ampliar a efetividade das ações a partir de boas práticas e experiências concretas.
Na manhã do segundo dia, o gerente da Divisão de Gestão de Responsabilidade Social da Itaipu, Bernardo Soares, integrou o painel “Energia para as Pessoas: A Dimensão Social da Transição Justa”, abordando temas como acesso à energia e desenvolvimento sustentável.
Em seguida, o engenheiro florestal Luis Cesar Rodrigues da Silva, da Divisão de Áreas Protegidas, participou do painel “Além do Carbono: A Liderança Ambiental na Matriz Brasileira”, que discutiu a conciliação entre expansão energética, preservação da biodiversidade, gestão hídrica e o papel do Brasil no mercado global de créditos de carbono.
No período da tarde, o gerente da Divisão de Estudos Elétricos e Normas da Superintendência de Operação, Robson Almir de Oliveira, participou do painel “Segurança e Risco”. Ele apresentou práticas voltadas à institucionalização de lições aprendidas e à prevenção de falhas operacionais. Segundo o gerente, a gestão do conhecimento na área de operação se sustenta em três pilares: treinamentos, análise de eventos e procedimentos técnicos.
Encerrando a programação do segundo dia, a gerente executiva do Plano de Atualização Tecnológica, Renata de Biasi Ribeiro Tufaile, participou do painel “Digital”, com foco na transformação tecnológica no setor energético.
“A gestão do conhecimento é um fator essencial para assegurar a continuidade operacional, a confiabilidade dos ativos e o suporte qualificado à tomada de decisão em um contexto de elevada complexidade tecnológica”, destacou.
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