Durante o Energy Summit 2025, realizado entre 24 e 26 de junho, no Rio de Janeiro, a Itaipu Binacional apresentou iniciativas inovadoras em energia limpa que reforçam o protagonismo do Brasil na transição energética global. O evento, realizado em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology), reuniu especialistas e líderes mundiais para discutir soluções sustentáveis e tecnologias de baixo carbono.
Na quarta-feira (25), o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, participou do painel “Green Reindustrialization: Powering Industry with Clean Energy” (Reindustrialização Verde: Alimentando a Indústria com Energia Limpa), onde destacou as contribuições da empresa para uma matriz energética mais limpa. “Desenvolvemos o biogás há mais de 20 anos e o hidrogênio verde há pelo menos 15. A combinação desses dois elementos, com base científica, nos levou ao SAF — o combustível sintético para aviação. Hoje, temos a primeira unidade experimental de SAF do Brasil”, afirmou Verri.
Segundo ele, o Brasil possui uma matriz energética composta por 50% de fontes renováveis, muito acima da média global, que é de apenas 14%. “Por meio das hidrelétricas, já somos respeitados mundialmente. E a COP30, que acontecerá em Belém, será uma vitrine desse protagonismo”, acrescentou. O painel também contou com a presença de Rafael Lucchesi, presidente da Tupy; e Rafael González, diretor do CIBiogás – centro parceiro da Itaipu. A mediação ficou por conta do jornalista Marcelo Favalli.
Inovação como vetor de desenvolvimento
Outro momento de destaque foi a participação do diretor administrativo da Itaipu, Iggor Rocha, no painel “Public Procurement for Energy Innovations” (Contratação Pública para Inovações Energéticas). O debate abordou como a legislação pode evoluir para permitir que empresas públicas contratem soluções inovadoras com mais agilidade. “Queremos contratar soluções, não apenas produtos. Levar desafios reais ao mercado e abrir espaço para a inovação, mesmo para soluções que ainda não existem”, explicou Rocha.
Ele também ressaltou que os investimentos em inovação geram um duplo benefício: otimizam os processos internos da empresa e estimulam o surgimento de um ecossistema empreendedor no território de influência da Itaipu. Rocha dividiu o painel com Bruno Portela, procurador da AGU, e Vinicius Maia, gerente da Petrobras, que apresentou os planos da empresa para investir US$ 4,2 bilhões em P&D até 2029.
Encerrando sua participação no evento, Iggor Rocha foi convidado a entregar dois prêmios no Energy Summit Awards 2025, que reconhece boas práticas no setor energético. Ele premiou a Finep na categoria Impact Corporation e a Petrobras em Energy Corporation. O Energy Summit é um dos maiores encontros globais sobre energia, inovação e sustentabilidade. Em sua edição de 2025, o evento reforça a importância de uma transição energética justa, eficiente e conectada com a realidade de diferentes países. Com painéis, masterclasses e exposições, o encontro é uma vitrine de ideias e práticas para um futuro de baixo carbono.
