Ponta Grossa, PR – Moradores de Ponta Grossa e da região dos Campos Gerais passam a contar com novos investimentos em saúde pública entregues nesta sexta-feira (20), por meio de parceria entre a Itaipu Binacional, o Governo Federal e a Prefeitura. As ações incluem a inauguração da nova maternidade e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa, além da entrega de ambulâncias, construção de unidades básicas de saúde (UBS) e o lançamento da licitação da primeira policlínica do município.

Somente pela Itaipu, os investimentos em saúde na cidade ultrapassam R$ 15 milhões. Desse total, R$ 6,9 milhões foram destinados à nova maternidade e UTI Neonatal, enquanto outros R$ 8,2 milhões estão sendo aplicados na construção de um Centro de Radioterapia, ainda em andamento.

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que as iniciativas estão alinhadas às políticas públicas federais e destacam a ampliação da atuação da usina no estado.

“São ações que se complementam na saúde e vêm reforçar o compromisso que o Governo Federal e o presidente Lula têm com a saúde”, declarou.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou outras frentes de atuação, como a instalação de sistemas de energia solar em todas as Santas Casas do Paraná, com investimento superior a R$ 100 milhões.

“Para nós, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma prioridade. Em todo o estado do Paraná, a população tem acompanhado os investimentos que estamos realizando. Com isso, mesmo quem não dispõe de recursos financeiros terá acesso a um atendimento de saúde de alta qualidade”, afirmou.

As iniciativas devem ampliar e qualificar o atendimento nas áreas materno-infantil e oncológica, com impacto direto no acesso e na qualidade dos serviços de saúde prestados à população regional.

A nova maternidade da Santa Casa possui 1.090 metros quadrados, com 29 leitos de internamento, 10 leitos de UTI Neonatal e salas de parto humanizado com temática inspirada na fauna brasileira.

O provedor da instituição, Juarez Antônio Carvalho, ressaltou a importância da obra para a região, que conta com mais de um milhão de habitantes e depende do hospital como referência no SUS.

“Para nós, isso nunca foi apenas um sonho. O que vemos hoje é a concretização de um verdadeiro milagre, porque não imaginávamos que, em tão pouco tempo, estaríamos inaugurando uma das obras mais importantes para a região. Somos profundamente gratos à Itaipu Binacional”, disse.

No mesmo evento, foram anunciadas novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que atenderão os municípios de Assis Chateaubriand, Ponta Grossa, Guarapuava, Jaguariaíva e Umuarama. Também foi confirmada a construção de oito UBS nos municípios de Campina do Simão, Luiziana, Rebouças, Palmital, Roncador, Guaratuba, São João do Ivaí e Pitanga.

A superintendente estadual do Ministério da Saúde no Paraná, Elizabete Matheus, que representou o ministro Alexandre Padilha, destacou o volume total de recursos destinados à região.

“Isso faz toda a diferença para a população do nosso Paraná. São investimentos que, sem dúvida, vão melhorar o SUS e a saúde da população”, afirmou.

Durante a cerimônia, também foi assinada a autorização para abertura do processo de licitação da primeira policlínica de Ponta Grossa, com investimento superior a R$ 30 milhões.

Estiveram presentes o prefeito em exercício de Ponta Grossa, Moisés Faria, o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Miguel Sanches Neto, o deputado federal Aliel Machado, entre outras autoridades.

No período da tarde, Enio Verri e Gleisi Hoffmann participaram ainda da assinatura da ordem de serviço para construção do Bloco J3 do campus Ponta Grossa da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O novo espaço atenderá cursos do Departamento de Engenharia Química e do Programa de Pós-Graduação na área, com recursos do Novo PAC.

Durante o evento, Verri mencionou edital recente da Itaipu para implantação de sistemas de energia solar em instituições públicas de ensino superior e técnico, com investimento total de R$ 105 milhões.

“Isso tem como objetivo reduzir os custos com energia elétrica, promover a sustentabilidade ambiental e fortalecer a pesquisa em energias renováveis”, explicou.

 

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