Foz do Iguaçu, PR – A Itaipu Binacional iniciou o repasse de recursos para a construção de centros culturais indígenas em aldeias Guarani Kaiowá localizadas no Sul do Mato Grosso do Sul. O investimento de R$ 5,4 milhões é fruto de uma parceria entre a Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto de Desenvolvimento Socioambiental (IDS) e a Secretaria de Estado da Cidadania.
Ao todo, serão construídos dez pavilhões de alvenaria, cada um com 120 m². A iniciativa integra as ações do Programa Itaipu Mais que Energia, alinhado às políticas públicas do governo federal.
Segundo o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, os centros culturais serão espaços de valorização das heranças tradicionais e de integração comunitária, além de recepção de visitantes. “As estruturas foram pensadas também para fomentar o empreendedorismo e o turismo sustentável nas comunidades indígenas. Será possível fortalecer a economia criativa, ampliar a oferta de produtos e serviços ligados à cultura indígena e gerar renda para as famílias locais”, destacou.
Os espaços contarão com tecnologias ambientais que garantem eficiência energética e baixo impacto ambiental. A execução ficará a cargo do IDS, responsável pela contratação da mão de obra e pelo acompanhamento dos projetos. Atendendo a pedidos das próprias comunidades, haverá preferência pela contratação de trabalhadores indígenas.
As unidades serão implantadas nos municípios de Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Caarapó, Dourados, Laguna Carapã, Paranhos, Ponta Porã e Tacuru.
Mais investimentos para comunidades indígenas
A Itaipu também tem investido em iniciativas que melhoram a qualidade de vida dos povos indígenas da região. Em novembro de 2024, a Binacional firmou convênio para a implementação, ampliação e modernização de sistemas de abastecimento de água em 18 aldeias Guarani Kaiowá.
O aporte total é de R$ 60 milhões — R$ 45 milhões da Itaipu e R$ 15 milhões da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), com apoio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). O projeto vai garantir água potável a cerca de 35 mil indígenas, beneficiários diretos do novo sistema, além de mais 41 mil pessoas que serão atendidas indiretamente com a elaboração de projetos básicos e executivos de abastecimento.
Atualmente, a etnia Guarani Kaiowá enfrenta um cenário de extrema vulnerabilidade em relação à segurança hídrica, e os investimentos representam um passo importante para reverter essa realidade.