Doha, Catar — A Itaipu Binacional participou, entre 15 e 19 de dezembro de 2025, da 11ª Conferência dos Estados Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (CoSP11), principal fórum internacional dedicado ao enfrentamento da corrupção, realizado na capital do Catar.

A empresa foi convidada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para atuar como coorganizadora de um side event oficial da conferência. O painel, realizado em 18 de dezembro, teve como tema “Cooperation for Integrity: Oversight Mechanisms Driving Sustainable Change” e debateu mecanismos de supervisão e governança capazes de promover mudanças sustentáveis no combate à corrupção.

O encontro foi moderado pela representante do UNODC Brasil, Sávia Cordeiro-Grossnick, e contou com a participação do chefe da Assessoria de Compliance da Itaipu Binacional, Alexandre Mugnaini, além de Renata Elias Citriniti, da Petrobras, e Munira Ali, da Associação das Autoridades Anticorrupção da África Oriental.

Durante o painel, Mugnaini apresentou experiências da Itaipu relacionadas aos Programas Itaipu Mais que Energia 1 e 2 e aos editais de patrocínio da empresa. Ele destacou como processos transparentes de seleção de parceiros contribuem para o cumprimento da missão institucional da Binacional, ao promover o desenvolvimento regional, a sustentabilidade e a confiança pública, ao mesmo tempo em que fortalecem a governança corporativa e os padrões anticorrupção.

“A experiência que apresentamos demonstrou como processos de seleção transparentes, supervisão centralizada e resultados mensuráveis reforçam a confiança pública e promovem uma governança mais sustentável”, afirmou Mugnaini.

Segundo ele, o sistema de integridade da Itaipu funciona como um pilar das iniciativas socioambientais da empresa, ao conectar práticas de compliance a mecanismos de controle social, exigências de conformidade, auditorias internas e externas e ao uso responsável dos recursos destinados a projetos.

A CoSP11 registrou número recorde de 117 eventos paralelos e resultou na adoção de 11 resoluções por consenso. Entre os destaques estão a definição de uma nova fase do Mecanismo de Revisão da Implementação da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC) e a Declaração de Doha, que aborda desafios e oportunidades relacionados ao uso da inteligência artificial no combate à corrupção. A próxima edição da conferência está prevista para 2027, no Uzbequistão.

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