Gaza (Palestina) – Israel destruiu, nos últimos seis dias, oito edifícios na cidade de Gaza, em uma ofensiva marcada por bombardeios contínuos e cerco militar. A escalada da violência se concentra na principal cidade da Faixa, onde vivem cerca de um milhão de pessoas, e já deixou dezenas de mortos e milhares de feridos.
De acordo com autoridades de saúde palestinas, apenas entre o amanhecer e o fim do dia de ontem (10), foram registradas 72 mortes, sendo 53 na cidade de Gaza. Outras nove vítimas foram atingidas em filas de distribuição de alimentos, denunciadas como “armadilhas mortais”.
No acumulado desde o início da ofensiva, já são 64.605 palestinos mortos e 163.319 feridos. Entre as vítimas, 2.444 foram atingidas em filas de comida, reforçando o agravamento da crise humanitária.
Escalada e cerco
O cerco militar tem restringido o acesso a suprimentos básicos. Israel lançou cerca de um milhão de folhetos sobre Gaza, ameaçando de morte aqueles que não deixarem a cidade. Além das bombas, a fome e a falta de assistência aumentam o sofrimento da população civil.
Edifícios destruídos
Um levantamento publicado pelo portal Al Jazeera identificou os prédios destruídos na cidade:
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Torre Mushtaha (5 de setembro)
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Edifício Al-Soussi (6 de setembro)
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Prédio Al Ruya (7 de setembro)
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Torre Al-Salam (8 de setembro)
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Dois blocos residenciais (9 de setembro)
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Torre Tiba (10 de setembro)
As ações, classificadas por organizações humanitárias como parte de uma política de “limpeza étnica”, intensificam a destruição em Gaza, onde a população enfrenta deslocamento forçado, destruição em larga escala e fome crescente.