O Exército de Israel lançou ataques aéreos contra bases do Hezbollah no Líbano neste sábado (30), três dias após o início de um cessar-fogo entre as partes. O Ministério da Saúde do Líbano informou que um dos ataques atingiu um carro na vila de Majdal Zoun, deixando três feridos, incluindo uma criança de sete anos. Outro ataque em Al Bisariya feriu mais uma pessoa.
As forças armadas israelenses justificaram os bombardeios afirmando que detectaram atividades “que representavam uma ameaça”. Em comunicado, o Exército detalhou quatro incidentes, incluindo a identificação de “terroristas do Hezbollah” se aproximando de suas estruturas e ataques a uma instalação do Hezbollah com lança-foguetes.
Contexto do Cessar-Fogo
O cessar-fogo entrou em vigor na quarta-feira, após mais de um ano de confrontos transfronteiriços e dois meses de guerra aberta entre Israel e o Hezbollah, que conta com apoio do Irã. No entanto, Israel e Hezbollah já se acusaram de violar a trégua no dia seguinte ao seu início. O Exército libanês afirmou que as forças israelenses violaram o acordo “diversas vezes” entre os dias 27 e 28 de novembro.
O acordo de cessar-fogo, mediado por França e Estados Unidos, estipula que Israel deve se retirar do sul do Líbano em até dois meses, enquanto o Hezbollah deve recuar suas posições para o norte do rio Litani, a cerca de 30 km da fronteira entre os dois países, e desmantelar sua infraestrutura militar na região.
Consequências Humanitárias
A recente escalada de violência resultou em destruição significativa no Líbano, forçando mais de um milhão de pessoas a deixarem suas casas. A ofensiva israelense deixou dezenas de mortos e intensificou a crise humanitária no país.
O Hezbollah, assim como o Hamas e a Jihad Islâmica, é um grupo radical apoiado pelo Irã e considerado inimigo de Israel. A expectativa é que o novo acordo de cessar-fogo sirva como base para uma redução mais duradoura das hostilidades na região.
Conflitos em Gaza e Tensão com o Irã
Enquanto isso, a guerra continua na Faixa de Gaza, onde as forças israelenses enfrentam o Hamas e buscam reféns sequestrados durante um ataque em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de mais de 1.200 pessoas. Desde então, a ofensiva israelense em Gaza deixou mais de 43 mil palestinos mortos e causou a destruição de grande parte da infraestrutura do território.
Além disso, Israel tem realizado bombardeios em alvos de milícias aliadas ao Irã na Síria, no Iémen e no Iraque, aumentando a tensão na região, embora esses ataques não tenham escalado para uma guerra total até o momento.