BRASÍLIA (DF) — A virada para 2026 marca um ganho real de renda para milhões de brasileiros. Desde 1º de janeiro, passou a vigorar a legislação que isenta totalmente do Imposto de Renda trabalhadores e trabalhadoras que recebem até R$ 5 mil mensais. A norma também estabelece descontos progressivos para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350, beneficiando diretamente outros 5 milhões de contribuintes, segundo estimativas da Receita Federal.
A medida, apresentada pelo Governo do Brasil em março de 2025, foi aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 26 de novembro. Ao todo, a mudança garante alívio tributário imediato a 15 milhões de pessoas já em 2026 e consolida um processo de correção histórica da tabela do IR.
“Milhões de famílias terão um dinheiro extra todos os meses. Isso vai aliviar as contas, aquecer ainda mais a economia e beneficiar o país inteiro. A Receita Federal fez os cálculos. Em 2026, esse dinheiro extra deve injetar R$ 28 bilhões na economia. Um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda.”
O presidente reforçou que a isenção transforma o desconto mensal em renda disponível, ampliando o poder de compra das famílias e fortalecendo o mercado interno. Segundo ele, o impacto positivo se estende desde o consumo básico até investimentos pessoais e quitação de dívidas, movimentando diferentes setores da economia.
“O que hoje é desconto no contracheque vira dinheiro extra. Para viajar com a família. Comer o que mais gosta. Quitar uma dívida. Adiantar uma prestação. Comprar uma televisão com tela maior para ver a Copa do Mundo. Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar.”
Equilíbrio fiscal e tributação das altas rendas
Para compensar a redução na arrecadação e preservar o equilíbrio fiscal, a legislação criou um incremento gradual na tributação de altas rendas, aplicável a quem recebe a partir de R$ 600 mil por ano. A medida alcança cerca de 140 mil contribuintes, aproximadamente 0,1% da população brasileira, com alíquota máxima de até 10%.
Contribuintes que já pagam esse percentual ou valor superior não terão aumento de carga tributária. Dessa forma, segundo o governo, não há impacto fiscal adicional, mantendo a neutralidade das contas públicas.
Promessa de campanha e correção histórica
A isenção para quem ganha até R$ 5 mil era uma promessa de campanha do presidente Lula. Desde 2023, o Governo do Brasil vem promovendo reajustes sucessivos na tabela do IR, encerrando um ciclo de mais de seis anos de defasagem. Com isso, entre 2023 e 2026, a isenção total alcança cerca de 20 milhões de brasileiros, além da redução parcial do imposto para outros 5 milhões.
“Esse país vai ter uma política tributária mais equilibrada, em que não será apenas a classe média, a classe trabalhadora e os que ganham menos que pagam imposto de renda, repartindo de forma mais justa o pagamento dos tributos na sociedade.” Luiz Inácio Lula da Silva.
A virada do ano também marca a entrada em vigor do novo salário mínimo, que passou de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 em 2026, um reajuste de 6,7%. Desde 2023, o governo retomou a Política de Valorização do Salário Mínimo, que considera a inflação acumulada e o crescimento real do PIB.
Em 2022, o mínimo era de R$ 1.212. Subiu para R$ 1.320 em 2023, chegou a R$ 1.412 em 2024, avançou para R$ 1.518 em 2025 e atinge agora R$ 1.621, consolidando ganhos reais ao trabalhador brasileiro.