Londres, Reino Unido – O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III e anteriormente membro sênior da família real britânica, foi preso por agentes da Thames Valley Police na manhã de quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, em investigação relacionada a documentos vinculados ao caso Jeffrey Epstein.
A detenção, considerada histórica por ser a primeira de um membro da monarquia britânica em quase quatro séculos, aconteceu no dia em que Mountbatten-Windsor completou 66 anos. Ele foi levado sob custódia, interrogado por mais de 11 horas e liberado sob investigação, sem ter sido formalmente acusado até o momento.
Suspeita de vazamento de documentos
A investigação está centrada na análise de arquivos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, que indicam que o ex-príncipe, durante seu período como enviado especial de comércio do Reino Unido, pode ter compartilhado informações confidenciais com Epstein, um financista condenado por crimes sexuais nos Estados Unidos e que morreu em prisão em 2019.
Prisão e cenário jurídico
A polícia britânica confirmou que o ex-príncipe foi detido em sua residência no Sandringham Estate, em Norfolk, e posteriormente deixou a delegacia em Aylsham, no leste da Inglaterra, no mesmo dia. Ele permanece sob investigação, o que significa que pode enfrentar acusações formais se o caso avançar.
A suspeita de má conduta no cargo público é tratada como crime grave no Reino Unido, e a legislação prevê, em casos extremos, pena de prisão que pode chegar à perpétua — embora processos desse tipo sejam raros e dependam de julgamento pela Crown Court.
Repercussão familiar e institucional
Em comunicado oficial, o rei Charles III afirmou considerar a situação “extremamente séria” e frisou que “a lei deve seguir seu curso”, ressaltando a importância de respeitar o processo legal.
Organizações de vítimas e defensores de direitos humanos também reagiram ao episódio, interpretando a prisão como um marco no enfrentamento de abusos e na responsabilização de figuras públicas, independentemente de status ou posição.
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