CAMPINA GRANDE DO SUL (PR) – Uma força-tarefa coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT) resultou no fechamento de uma trilha clandestina e na aplicação de três multas, que somam R$ 23 mil, contra o proprietário de um terreno lindeiro ao Parque Estadual Pico Paraná. A operação, realizada entre os dias 24 e 31 de março, identificou que o local era utilizado para facilitar o acesso irregular de turistas à Unidade de Conservação (UC).
O responsável pelo imóvel foi autuado por facilitar o acesso ao parque por meios irregulares, desrespeitar o embargo da trilha e dificultar a ação dos fiscais. Além das sanções financeiras, o IAT realizou o bloqueio físico da passagem e instalou placas de sinalização indicando os acessos oficiais. O balanço completo da operação em diversas UCs do estado será divulgado oficialmente nesta quarta-feira (8).
O IAT alerta que a entrada por trilhas clandestinas, além de ser crime ambiental, coloca em risco a vida dos visitantes. Em parques de montanha, como o Pico Paraná — o ponto mais alto do Sul do Brasil, com 1.877 metros —, o cadastro nas bases do Instituto é obrigatório.
O protocolo exige o preenchimento de dados pessoais, contatos de emergência e informações sobre preparo físico e equipamentos de segurança (como lanternas e apitos). Esse registro é fundamental para ações de resgate em caso de acidentes. O descumprimento das normas pode gerar multas individuais que variam de R$ 500 a R$ 10 mil, conforme o Decreto Federal 6.514/2008.
De acordo com o coordenador da força-tarefa, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto, o monitoramento será intensificado ao longo de 2026. Somente neste início de ano, o IAT já realizou outras duas grandes ações no Pico Paraná, incluindo a orientação de 300 visitantes no Carnaval e a autuação de 15 pessoas que utilizavam trilhas ilegais no mês de março.
O Parque Estadual Pico Paraná abriga uma biodiversidade sensível, incluindo espécies ameaçadas como a onça-pintada e a suçuarana. A base de atendimento do IAT funciona 24 horas por dia para garantir a segurança dos montanhistas e a preservação do ecossistema.