Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, no Palácio do Planalto, da cerimônia de anúncio do Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos, iniciativa que prevê elevar a capacidade operacional de 11 terminais no país. O projeto integra o Novo PAC e deverá alavancar R$ 9,2 bilhões em investimentos, com R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os recursos contemplam aeroportos administrados pela Aena em Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG). A iniciativa busca fortalecer a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade aérea e estimular o desenvolvimento regional.
Marco para a aviação brasileira
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, classificou o anúncio como um momento histórico para o setor.
Nós estamos celebrando um grande feito para a aviação do país: estamos anunciando o maior volume de investimentos da história da aviação brasileira num momento tão curto. Em três anos já foram investidos mais de R$ 5 bilhões e já estamos com contratos assinados, como está sendo feito hoje aqui, o equivalente a mais de R$ 10 bilhões em investimentos nos aeroportos brasileiros. Isso significa mais desenvolvimento e mais geração de oportunidades.
Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos.
Atualmente, os 11 aeroportos movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano. Com as obras de modernização, a capacidade poderá ultrapassar 40 milhões de passageiros anuais, reforçando a interiorização do tráfego aéreo e a integração entre capitais e cidades do interior.
Crescimento do setor
O ministro também destacou o crescimento no número de passageiros nos últimos anos.
Tivemos em 2022 o equivalente a 97 milhões de passageiros. Em três anos, saímos de 97 milhões para 130 milhões de passageiros. Em três anos, foram incluídos mais de 30 milhões de passageiros na aviação do país. O Brasil foi o país que mais cresceu na aviação no mundo.
Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos.
Congonhas concentra maior volume de recursos
Do total previsto, R$ 2,6 bilhões serão destinados ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O terminal terá sua área ampliada para 135 mil metros quadrados, com expansão do pátio de aeronaves, aumento das pontes de embarque de 12 para 19 e ampliação da área comercial.
Inovação financeira
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o modelo de financiamento estruturado.
É uma operação que vai beneficiar 29 milhões de passageiros hoje. É uma construção, uma mudança de padrão que vai trazer mais conforto, aumentar a competitividade e a eficiência da economia.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
O financiamento foi modelado como project finance non recourse, em que o pagamento é realizado com base no fluxo de receitas do próprio projeto, garantindo funding de longo prazo e reduzindo riscos financeiros.
Confiança e expansão internacional
O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, ressaltou a importância da parceria.
O futuro do Brasil se constrói com ousadia, parceria e compromisso de longo prazo. Estamos dando início a uma nova era para a aviação brasileira.
Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil.
Execução das obras
Os percentuais de execução variam entre os aeroportos. Em São Paulo, Congonhas registra 29,6% de execução. No Pará, Altamira alcança 70,48%; Marabá, 64,87%; Carajás, 66,65%; e Santarém, 45,41%. Em Minas Gerais, Uberlândia atinge 63,06%; Montes Claros, 58,51%; e Uberaba, 56,13%. Em Mato Grosso do Sul, Ponta Porã lidera com 79,61%, seguida por Corumbá (67,10%) e Campo Grande (60,43%).
Durante a implantação, a estimativa é de geração de cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos, além de mais de 700 postos após a conclusão das obras. O prazo final é junho de 2028 para Congonhas e junho de 2026 para os demais aeroportos.
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