Os Estados Unidos apreenderam um segundo avião presidencial da Venezuela que estava na República Dominicana, em uma operação supervisionada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, durante sua visita à ilha.

O primeiro avião, um Dassault Falcon 900 EX, foi apreendido em 2 de setembro de 2024, também na República Dominicana, em razão de violações de sanções impostas ao regime de Nicolás Maduro. Na ocasião, o governo norte-americano explicou que a retenção se deu por descumprimento das restrições comerciais e financeiras.

O novo avião apreendido, um Dassault Falcon 200, era utilizado por Maduro, seus assessores e ministros em viagens internacionais a países como Grécia, Turquia, Rússia e Cuba. A aeronave estava em manutenção em um aeroporto de Santo Domingo no momento da apreensão.

Autoridades dos Estados Unidos informaram que a operação foi realizada com base em violações de sanções, controles de exportação e lavagem de dinheiro. O governo da Venezuela ainda não se manifestou sobre a apreensão.

Contexto

A apreensão ocorre em um cenário de incerteza sobre a abordagem da administração de Donald Trump em relação à Venezuela. Na semana anterior, um enviado do governo norte-americano se reuniu com Maduro em Caracas, onde discutiram a imigração ilegal e o retorno de venezuelanos detidos. Durante essa visita, o enviado trouxe de volta para os EUA seis cidadãos americanos que estavam presos na Venezuela.

Em setembro de 2024, o primeiro avião, um Dassault Falcon 900 EX, foi retido pelas mesmas razões. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a aeronave havia sido adquirida ilegalmente por meio de uma empresa fantasma e contrabandeada para fora do país. A apreensão coincidiu com a pressão internacional sobre o presidente venezuelano, que declarou vitória nas recentes eleições, mas não apresentou as atas eleitorais que comprovariam a legitimidade do resultado. O governo venezuelano classificou a apreensão como “pirataria”.