Brasília–DF. O programa Escolas Conectadas alcançou, em 2025, 68,4% das instituições públicas de ensino previstas, aproximando o Brasil da meta de universalizar o acesso à internet nas escolas. Ao todo, 94.221 das cerca de 138 mil unidades públicas do país já contam com conectividade garantida por políticas coordenadas pelo governo federal, consolidando a inclusão digital como eixo estruturante da educação básica.

A iniciativa é desenvolvida de forma integrada pelo Ministério das Comunicações e pelo Ministério da Educação, com apoio de instrumentos como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace). Somente em 2025, 22,8 mil escolas passaram a ter acesso à internet, ampliando a capacidade pedagógica das redes públicas urbanas e rurais.

Infraestrutura para uso pedagógico

Mais do que levar sinal às unidades, o programa tem como foco estruturar condições para o uso pedagógico das tecnologias digitais, permitindo a adoção de plataformas educacionais, formação continuada de professores e ampliação do acesso dos estudantes a conteúdos digitais.

O modelo adotado prevê soluções tecnológicas adequadas à realidade local, priorizando fibra óptica onde há infraestrutura disponível e conectividade via satélite em regiões remotas ou de difícil acesso.

Em declaração institucional, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou o caráter estratégico da política pública.

“Esse é um projeto prioritário para o Governo Federal, porque entendemos que a inclusão digital é essencial. Vamos atender escolas urbanas e rurais. Onde houver fibra, a prioridade será a fibra óptica. Onde não houver, teremos soluções via satélite.”

Investimento bilionário e Novo PAC

O investimento total previsto no Escolas Conectadas chega a R$ 9 bilhões, dos quais R$ 6,5 bilhões são provenientes do Novo PAC, além de recursos de outros eixos de financiamento. Desde o lançamento do programa, em setembro de 2023, mais de R$ 3 bilhões já foram aplicados, alcançando escolas estaduais e municipais em todas as regiões do país.

Os recursos têm sido direcionados tanto à instalação da infraestrutura quanto à qualificação da conectividade, garantindo velocidade e estabilidade compatíveis com o uso educacional.

Destaque regional

Entre os estados com maior percentual de escolas públicas conectadas, o Paraná aparece com 83,6% das unidades atendidas, seguido por Piauí (81,4%) e Goiás (81,3%). Os dados indicam que a política de conectividade educacional tem avançado também fora dos grandes centros, reduzindo desigualdades regionais históricas no acesso à tecnologia.

Novas seleções ampliam alcance

Para acelerar o processo de universalização, em dezembro de 2025 o MEC e o Ministério das Comunicações, em parceria com o BNDES, lançaram a segunda seleção pública do programa BNDES Fust Escolas Conectadas.

A nova chamada disponibiliza R$ 53,3 milhões em recursos não reembolsáveis do Fust para conectar 1.258 escolas públicas das regiões Norte e Nordeste, beneficiando cerca de 410 mil estudantes. A primeira seleção, lançada em 2023, destinou R$ 60 milhões para a conexão de 1,5 mil escolas, das quais 824 já estavam conectadas até o fim de 2025.

Inclusão digital como política estrutural

Com mais de dois terços da rede pública já conectada, o Escolas Conectadas passa a ser tratado como política estrutural do Estado brasileiro. A universalização do acesso à internet nas escolas é considerada estratégica para reduzir desigualdades educacionais, fortalecer a aprendizagem e preparar estudantes para um mundo cada vez mais digital.

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