Em março, 20,5 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família começam a receber os repasses a partir desta terça-feira (18). O cronograma de pagamentos, que considera o final do Número de Identificação Social (NIS), se estende até o dia 31. O valor médio do benefício é de R$ 668,65, totalizando um investimento de R$ 13,7 bilhões que chega a todos os 5.570 municípios brasileiros.
Entre os benefícios adicionais introduzidos com a renovação do programa em 2023, 9,1 milhões de crianças de zero a seis anos receberão o Benefício Primeira Infância neste mês. O valor de R$ 150 é destinado a cada membro do núcleo familiar nessa faixa etária, resultando em um investimento de R$ 1,27 bilhão.
Além disso, três outros benefícios de R$ 50 são destinados a 606,6 mil gestantes, 347,1 mil nutrizes (mães em fase de amamentação) e 15 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, totalizando R$ 721,71 milhões.
Vulneráveis — O programa alcança 240,1 mil famílias indígenas, 278,7 mil famílias quilombolas, 238,2 mil famílias em situação de rua e 374,6 mil famílias de catadores de material reciclável. Também são beneficiadas 8,3 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil e 61,1 mil com integrantes resgatados de trabalho análogo ao escravo.
Perfil — No programa de transferência de renda, 83,70% dos responsáveis familiares são mulheres, totalizando 17,16 milhões. Das pessoas que receberão os benefícios em março, 31,42 milhões são do sexo feminino (58,3%). Entre os beneficiários, 39,34 milhões (73%) se identificam como pretos ou pardos.
Proteção — A nova versão do Bolsa Família introduziu a Regra de Proteção, que permite que beneficiários permaneçam no programa por até dois anos após conseguirem emprego formal ou aumento de renda, recebendo 50% do valor. Esta regra abrange 3,11 milhões de famílias, com 407,9 mil iniciando a proteção neste mês.
Unificado — Em 550 municípios de dez estados, o pagamento do Bolsa Família será realizado integralmente nesta terça-feira, 18 de fevereiro. Essas áreas foram incluídas nas ações de enfrentamento a desastres, como enchentes e períodos de seca, beneficiando diretamente 966 mil famílias. Entre os municípios estão 497 no Rio Grande do Sul, 13 em São Paulo e dez no Maranhão.
Regiões — O Nordeste concentra o maior número de beneficiários, com 9,4 milhões de famílias e um investimento de R$ 6,26 bilhões. A região Sudeste segue com 5,92 milhões de famílias e R$ 3,86 bilhões, enquanto o Norte conta com 2,61 milhões de beneficiários e R$ 1,84 bilhão. O Sul tem 1,45 milhão de beneficiários e R$ 951,9 milhões, e o Centro-Oeste, 1,10 milhão e R$ 740,5 milhões.
Estados — A Bahia registra o maior número de beneficiários em março, com 2,469 milhões de famílias e um aporte federal de R$ 1,62 bilhão. São Paulo vem em segundo lugar, com 2,465 milhões de beneficiários. Outros seis estados têm mais de um milhão de integrantes no programa: Pernambuco (1,58 milhão), Rio de Janeiro (1,57 milhão), Minas Gerais (1,575 milhão), Ceará (1,451 milhão), Pará (1,346 milhão) e Maranhão (1,233 milhão).
Valor Médio — Roraima apresenta o maior valor médio de repasse em março, com R$ 735,18. O Amazonas, com R$ 725,06, e o Amapá, com R$ 716,73, completam a lista dos três estados com as maiores médias. Em termos de municípios, Uiramutã, em Roraima, tem o maior valor médio, com R$ 1.030,82, atendendo 2.218 famílias. Em seguida vêm Campinápolis (MT), com R$ 913,68, e Santo Antônio do Içá (AM), com R$ 880,73.