A partir desta segunda-feira (16), a Prefeitura de Foz do Iguaçu, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, iniciou a vacinação preventiva contra o sarampo para crianças de 6 meses até 11 meses e 29 dias. A medida atende à Nota Técnica nº 63/2025 do Ministério da Saúde, que recomenda a ação em municípios de fronteira e com alto fluxo de pessoas, como Foz, diante do aumento expressivo de casos nas Américas.
A estratégia visa proteger o grupo mais vulnerável às formas graves da doença. Importante destacar que essa aplicação não substitui as doses do calendário nacional, que devem continuar sendo feitas aos 12 e 15 meses, respeitando o intervalo mínimo de quatro semanas entre elas. “Embora o Brasil tenha o certificado de área livre do sarampo, o risco de reintrodução é real, especialmente em cidades turísticas como Foz. A dose zero é uma resposta estratégica para proteger nossas crianças”, explica Adriana Ikuza, coordenadora do Programa Municipal de Imunização.
Até a 23ª semana epidemiológica de 2025, foram registrados 6.612 casos de sarampo nas Américas, segundo o Ministério da Saúde – número 11 vezes maior que no mesmo período de 2024. Esse crescimento acendeu o alerta e levou o governo federal a intensificar as campanhas de vacinação em regiões consideradas de risco.
Entenda como funciona a vacinação:
O tipo de imunizante varia de acordo com a faixa etária: De 6 a 8 meses e 29 dias: recebem a vacina dupla viral (sarampo e rubéola), aplicada conforme cronograma específico. De 9 a 11 meses e 29 dias:
recebem a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponível em todas as unidades de saúde. Para crianças com alergia à proteína do leite de vaca (APLV), existe orientação específica sobre qual vacina deve ser administrada. Devido à quantidade limitada de doses, a vacinação ocorre de forma escalonada nas seguintes unidades. Cronograma da vacina dupla viral (6 a 8 meses):
- Segundas-feiras: Cidade Nova, São João, Profilurb II, Morumbi II, Vila Yolanda.
- Terças-feirasCuritibano, Sol de Maio, Morumbi II, Vila Yolanda.
- Quartas-feirasPorto Belo, Três Bandeiras, Carimã, Campos do Iguaçu, Jardim América.
- Quintas-feirasVila C Nova, Três Lagoas, Morumbi III, Maracanã.
- Sexta (20)AKLP, Lagoa Dourada, Ouro Verde, Jardim São Paulo.
Embora a “dose zero” proporcione uma proteção temporária, ela é essencial para reduzir o risco de quadros graves até que a criança atinja a idade para completar o esquema vacinal oficial. “Essa dose não substitui as vacinas de rotina. É fundamental que os pais mantenham a caderneta atualizada e cumpram o calendário de imunização”, reforça Adriana Ikuza. A documentação necessária para apresentar: documento da criança, cartão SUS e caderneta de vacinação.
Caso algum documento não esteja disponível, a criança não deixará de ser vacinada. As equipes estão preparadas para fazer os registros corretamente. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, capaz de gerar complicações graves e até óbitos, principalmente em crianças pequenas. A vacinação é uma das principais formas de prevenção e faz parte de um esforço nacional para impedir a reintrodução da doença no Brasil.