A arte como grito de resistência. É com esse olhar sensível e provocador que o repórter fotográfico Christian Rizzi apresenta a exposição Cores da Resistência – Grafites nos Muros da Palestina, que será inaugurada no próximo sábado, 12 de julho, às 19h, no Mercado Público Barrageiro, em Foz do Iguaçu.

A mostra reúne 20 fotografias inéditas capturadas durante a expedição Palestina: fragmentos de uma História, realizada em 2019. “Foram duas semanas de imersão na cultura e na realidade do povo palestino. Além dos registros para o documentário, capturei imagens dos muros, verdadeiras telas que expressam as dores, esperanças e lutas desse povo”, destaca Rizzi.

O visitante é convidado a percorrer uma jornada visual impactante pelas extensões do Muro do Apartheid, que corta cidades palestinas como Belém e Jerusalém. As obras grafitadas nesses muros transbordam mensagens de protesto, memória e resistência, traços que transformam o concreto em narrativa viva. “O objetivo da exposição é prestar um tributo à resiliência do povo palestino e mostrar como a arte urbana pode ser um instrumento de transformação social, mesmo diante da opressão e da censura”, afirma o fotógrafo.

Desde a sua construção, no início dos anos 2000, o muro também chamado de Muro da Cisjordânia, tornou-se símbolo de separação física e ideológica. Para os palestinos, entretanto, ele passou a representar algo ainda mais profundo: um espaço de manifestação visual, onde cada grafite é uma voz insurgente que ultrapassa barreiras. Com raízes históricas em movimentos sociais globais, o grafite na Palestina se tornou um ato de coragem e afirmação. As obras retratam a ocupação territorial, a luta por justiça, a preservação cultural e o desejo de paz. São imagens que comunicam o que palavras muitas vezes não podem ou não têm permissão para dizer.

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