Ministério das Relações Exteriores de Portugal condena o incidente, enquanto autoridades venezuelanas apontam o ataque como ato de “fascismo”. Ninguém ficou ferido.

O consulado da Venezuela em Lisboa, Portugal, foi alvo de um ataque com artefato explosivo, mas, felizmente, não houve feridos. A informação foi confirmada por uma fonte da polícia portuguesa à Agência Lusa.

Em uma nota divulgada nas redes sociais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal expressou veemente condenação ao ato e informou que uma investigação foi aberta para apurar o ocorrido. O comunicado afirma que “o Governo português condena veementemente o ataque ao consulado da Venezuela em Lisboa” e determina um “reforço imediato da segurança e a investigação policial”.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, também se manifestou, descrevendo o ataque como um ato de “fascismo” e destacando a importância dos serviços prestados pelo consulado aos compatriotas. Gil expressou gratidão pela rápida intervenção das autoridades portuguesas e afirmou: “Esperamos que as investigações iniciadas nos permitam encontrar os responsáveis”.

O ataque ocorre em um contexto político delicado, já que na última sexta-feira (10), Nicolás Maduro assumiu seu terceiro mandato como presidente da Venezuela em meio a contestações sobre a legitimidade das eleições de julho e acusações de repressão contra opositores. Em seu discurso de posse, Maduro declarou que a paz é uma realidade na Venezuela e criticou vários líderes internacionais.

A oposição também se manifestou. Maria Corina Machado, líder da oposição, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por seu “apoio inabalável” na luta pela democracia na Venezuela, afirmando que o povo está determinado em busca de liberdade e dignidade.