Nova York (EUA) – O Conselho de Segurança pediu, nesta quinta-feira (16), para que os Estados-membros das Nações Unidas façam tudo o que estiver ao seu alcance para combater o tráfico de pessoas, especialmente os realizados com propósitos sexuais. Durante o encontro, o órgão adotou uma declaração presidencial instando os países a combater o tráfico humano em situação de conflito.
O apelo dos 15 membros do órgão citou o Estado Islâmico no Iraque e Levante (ISIL), o Exército de Resistência do Senhor (LRA) e o Boko Haram como os principais responsáveis por esse tipo de violação de direitos humanos e do direito internacional humanitário.
Tráfico humano como escravidão moderna
Durante a sessão, o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, enfatizou que o tráfico humano representa a face contemporânea da exploração. Ele destacou que o problema é urgente e atual, exigindo resposta imediata da comunidade internacional.
“Vamos ser claros sobre o que estamos discutindo hoje: tráfico humano é a escravidão da era moderna. Escravidão não é apenas uma abominação do passado. Milhões de pessoas vivem como escravas, ou em condições análogas à escravidão enquanto falamos hoje, no ano de 2015”, afirmou Eliasson.
Vulnerabilidade em zonas de conflito
Eliasson explicou que milhões de pessoas, em sua maioria mulheres e crianças, encontram-se em zonas de conflitos e são impedidas de fugir. Muitas são vendidas e usadas para escravidão sexual, prostituição, adoção ilegal, trabalho escravo e criminalidade.
Recrutamento de crianças-soldado
O representante da ONU também emitiu um alerta sobre o uso de menores em frentes de batalha. Segundo o comunicado, crianças são recrutadas sistematicamente e forçadas a se tornarem soldados, servindo aos interesses táticos dos grupos extremistas citados.
Diretrizes para criminalização e prevenção
A declaração do Conselho insta os países membros a executar todas as resoluções relevantes e desenvolver a implementação das obrigações legais para criminalizar, prevenir e combater o tráfico de pessoas.
O órgão reforçou a necessidade de ratificação da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transacional e do seu protocolo específico. O objetivo é criar uma rede jurídica global para prevenir, suprimir e punir o tráfico de pessoas, garantindo proteção especial a mulheres e crianças em territórios sob influência de grupos terroristas.
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