Existem diversas bebidas alcoólicas à base de cana pelo mundo, mas somente a verdadeira cachaça, a tradicional “purinha”, é produzida no Brasil tropical. Alguns produtores ou comerciantes colocam banana, tangerina, caramelo, caju, cravo e canela na receita. Mas, o que dizer de um caranguejo? Isso mesmo, a bebida com o crustáceo é muito apreciada no nordeste e aqui também, em Umuarama.
Acredite, o simpático comerciante Alcides Stell, 55 anos, o popular Gaúcho, chega a vender seis garrafas da curiosa bebida por dia no bar que leva o seu nome, que está localizado na estação rodoviária do município. “Herdei há 20 anos a tradição de servir a pinga do antigo dono do bar e hoje é até um hobby tomar ela, principalmente os universitários amam, estão sempre aqui”, disse o comerciante.
Afinal, se muita gente sente nojo de beber uma cachaça com caranguejo dentro, outras pessoas podem se intrigar e experimentar. “A bebida é adquirida de empresa da Bahia e o caranguejo passa por um processo de limpeza de impurezas, que leva em conta a sua fervura”, destacou Gaúcho. Mas, o que inflama a curiosidade do público em experimentar a cachaça temperada seria o seu poder afrodisíaco.

E com certeza muitos agora estão curiosos sobre como é feito o processo: primeiro, corta-se o fundo da garrafa com um cortador de vidro, depois, adiciona-se o animal dentro e depois cola-se de novo o fundo da garrafa. Inclusive, algumas garrafas possuem um adorno de cipó enrolado, justamente para disfarçar a emenda.
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“Ela tem um cheiro suave, que já no destampar da garrafa é sentido e um gosto que somente experimentando para saber. Eu acho super saborosa”, disse o amante da pinguinha exótica, Antônio Marques Conceição Ferreira.
Cada dose da pinga temperada com caranguejo custa R$ 2.
Por Obemdito