O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou neste sábado (1º) a imposição de tarifas de 25% sobre produtos dos Estados Unidos, em resposta às taxas recentemente adotadas pelo governo norte-americano. As novas tarifas visam impactar uma ampla gama de produtos, como cerveja, vinho, bourbon, frutas, sucos de frutas, roupas, equipamentos esportivos e eletrodomésticos.
Durante uma coletiva de imprensa, Trudeau afirmou que essas tarifas não apenas afetam o comércio, mas também incentivam os canadenses a priorizar produtos locais e a viajar dentro do país. Ele mencionou que um total de US$ 30 bilhões em tarifas entrará em vigor na próxima terça-feira (04), com outros US$ 125 bilhões a serem aplicados em 21 dias.
Além disso, Trudeau indicou que o governo está considerando medidas não tarifárias, incluindo restrições relacionadas a minerais críticos e parcerias energéticas. O contexto dessa ação ocorre em meio a uma escalada nas tensões comerciais, com o ex-presidente Donald Trump implementando tarifas sobre produtos de vários países, incluindo China e México.
Em resposta à decisão dos EUA, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, também ordenou a implementação de tarifas retaliatórias, destacando a necessidade de proteger os interesses econômicos do país. Em uma postagem no X, ela mencionou que instruiu seu ministro da Economia a ativar um plano de resposta.
A China, por sua vez, planeja contestar as tarifas impostas pelos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC), afirmando que as medidas violam as normas internacionais e solicitando um diálogo construtivo.
As tarifas de Trump foram justificadas sob a alegação de emergência nacional, saúde pública e segurança, permitindo ao governo agir sem a aprovação do Congresso. A Casa Branca argumenta que o México e o Canadá não têm feito o suficiente para controlar a imigração ilegal e combater o tráfico de fentanil, um opioide responsável por uma epidemia de overdoses nos EUA. Em resposta, Sheinbaum rejeitou as acusações, caracterizando-as como calúnias e reafirmando a soberania do México.