Foz do Iguaçu–PR – O ministro da Educação, Camilo Santana, realizou nesta terça-feira (20) uma visita técnica às obras do Campus Arandu, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O projeto, que estava paralisado há mais de uma década, foi retomado em 2025 graças a um aporte decisivo da Itaipu Binacional e está sendo executado sob o acompanhamento do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops).

Santana percorreu os três principais edifícios em construção: o restaurante universitário/biblioteca, o bloco de salas de aula e a imponente torre administrativa. Durante a agenda, o ministro fez questão de agradecer ao diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, pelo compromisso com o ensino público.

“É a entrega de uma estrutura importante para o Brasil, para o Paraná e para Foz do Iguaçu. Um investimento estratégico para ampliar a oferta de ensino superior de qualidade”, afirmou o ministro.

Ministro da Educação, Camilo Santana.. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional.

O legado de Niemeyer e o impacto regional

A arquitetura icônica de Oscar Niemeyer será o cenário para a integração de estudantes de todo o continente. Para Enio Verri, a conclusão do campus transcende a educação. “A última obra de Niemeyer será um marco para a América Latina e um novo ponto de atração turística. Gera empregos imediatos e reforça o potencial científico da nossa região”, destacou o diretor-geral da Itaipu.

A sustentabilidade também é pilar do projeto. O novo campus contará com reuso de água da chuva e sistemas de climatização 40% mais eficientes. A previsão é que a primeira entrega, o prédio do restaurante e biblioteca, ocorra em junho de 2026, com a conclusão total em 2027.

Diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional.

Diversidade e inclusão social no canteiro

Um diferencial da obra é o seu programa de responsabilidade social. Rafael Esposel, do Unops, explicou que o canteiro prioriza a inclusão de mulheres e grupos minoritários, incluindo a recente contratação de 40 trabalhadores egressos do sistema penal.

Operários de diversas regiões, como o encarregado sergipano Marcial Félix Santos, expressaram orgulho em participar de um projeto de tamanha magnitude nacional. O clima é de reconstrução: não apenas de edifícios, mas de trajetórias de vida e de um projeto de nação.

Diálogo com a comunidade acadêmica e integração indígena

Após a vistoria, o ministro visitou o campus Jardim Universitário imóvel que foi finalmente adquirido com recursos da Itaipu, garantindo a permanência definitiva da Unila no local. Santana dialogou com professores e estudantes, visitou laboratórios de saúde e conheceu uma turma de licenciatura intercultural composta por indígenas do Brasil, Paraguai e Argentina.

O grupo entregou ao ministro uma carta reivindicando melhores condições de assistência estudantil. Camilo Santana encerrou a agenda reafirmando o papel da Unila como articuladora da paz e da cooperação entre os povos latino-americanos, simbolizando o Brasil que volta a olhar para seus vizinhos com fraternidade e investimento real.

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