FOZ DO IGUAÇU | PR – A segurança dos usuários do transporte coletivo em Foz do Iguaçu entrou na pauta do Legislativo após uma série de relatos sobre pequenos furtos e danos ao patrimônio no Terminal de Transporte Urbano (TTU). O Requerimento nº 164/2026, de autoria do vereador Dr. Ranieri Marchioro (Republicanos), questionou formalmente a prefeitura sobre o patrulhamento, o sistema de câmeras e os registros de ocorrências nos últimos dois anos dentro e ao redor do terminal.
A iniciativa parlamentar busca entender as providências operacionais adotadas após os crimes e se as forças de segurança, como a Polícia Militar e a Guarda Municipal, estão sendo devidamente comunicadas. Em sua justificativa, Marchioro destacou que o TTU, por ser um espaço de livre acesso, acaba herdando problemas sociais e de segurança semelhantes aos das ruas da cidade, o que exige uma resposta coordenada entre assistência social e repressão policial.
Foztrans admite vulnerabilidade e planeja segurança armada
Em resposta oficial por meio do Ofício nº 335/2026, o Foztrans confirmou o registro de ocorrências ligadas à segurança e ao vandalismo no terminal. O órgão atribuiu parte da problemática à configuração atual do espaço, que não possui controle rígido de entrada, facilitando o acesso de pessoas que não utilizam o sistema de transporte.
Como medida de curto prazo, a autarquia afirmou que atua em conjunto com as secretarias de Segurança Pública e Assistência Social para intensificar o patrulhamento da Guarda Municipal e o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. No entanto, soluções mais drásticas estão no radar: o instituto estuda a implantação de vigilância armada e a ampliação do cercamento eletrônico, embora ainda não exista um prazo definido para a execução.
Para o autor do requerimento, a solução para a sensação de insegurança passa por três pilares: atualização tecnológica, reforço policial e abordagem social efetiva. O vereador Dr. Ranieri Marchioro defende que o videomonitoramento precisa de armazenamento constante e que o atendimento da Assistência Social deve ser intensificado para lidar com os casos que não são estritamente de segurança pública.
“Entre as soluções estão a intensificação do atendimento da Assistência Social em casos envolvendo pessoas em situação de vulnerabilidade que não utilizam o transporte público, além da atualização dos sistemas de monitoramento e do reforço na segurança. O terminal enfrenta desafios semelhantes aos das ruas por ser um espaço de livre acesso.”
Atualmente, o terminal conta com vistorias regulares de limpeza e iluminação, pontos que o Foztrans considera essenciais para desencorajar a criminalidade. Contudo, a pressão dos passageiros por um ambiente mais protegido deve acelerar os estudos para o novo modelo de controle de acesso ao terminal central de Foz.
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