A Polícia Federal (PF) prendeu, no domingo (22), José Acácio Sererê Xavante, conhecido como cacique Sererê Xavante, na aduana de Puerto Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina. Ele havia sido preso em dezembro de 2022 pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e conseguiu um habeas corpus que lhe permitiu responder à investigação em liberdade. Contudo, após deixar o Brasil, ele se tornou um dos 63 fugitivos em território argentino. A audiência de custódia de Sererê está marcada para esta segunda-feira.

Sererê Xavante se mudou para a Argentina em julho de 2024. Ele havia sido detido em 12 de dezembro de 2022, durante protestos que ocorreram no dia da diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, e foi liberado em 9 de setembro sob a condição de usar tornozeleira eletrônica. No entanto, optou por fugir do Brasil.

Como pastor evangélico e líder indígena, Sererê Xavante foi ativo em protestos em Brasília e participou de transmissões ao vivo que incluíam ameaças ao STF logo após as eleições de 2022. Sua prisão foi decretada por Moraes, levando a uma tentativa de invasão da sede da PF em Brasília por apoiadores bolsonaristas no dia 12 de dezembro de 2022.

Quem é José Acácio Sererê Xavante?

José Acácio, de 42 anos, é um notório apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e ganhou destaque por seus discursos em manifestações contra a vitória de Lula. Ele foi candidato à prefeitura de Campinápolis (MT) em 2020 pelo partido Patriota, mas não obteve êxito. Em um documento enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se apresentou como missionário e líder da Terra Indígena Parabubure, localizada na Amazônia Legal.