O presidente Lula participará, nesta quarta e quinta-feira (3), da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Buenos Aires, capital da Argentina. Durante o evento, o Brasil receberá a Presidência do bloco, cargo que ocupará até o fim do ano.
A embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, enfatizou a relevância que o Brasil atribui ao Mercosul. Ela destacou que o bloco é fundamental para o objetivo maior de promover a integração regional, uma meta considerada constitucional, histórica e atual da gestão do presidente Lula e da diplomacia brasileira.
A diplomata afirmou que o “Mercosul é fundamental para o desenvolvimento do nosso país, sobretudo pela qualidade do comércio regional.” Padovan explicou que quase 95% das exportações brasileiras para a Argentina são de produtos manufaturados e de valor agregado, um fator que, segundo ela, gera empregos industriais e impulsiona a economia nacional.
Prioridades da gestão e o “Mercosul Verde”
De acordo com o governo brasileiro, entre as prioridades para este período de presidência estarão a finalização do acordo com a União Europeia e a implementação de medidas que fortaleçam a união aduaneira, ou seja, as tarifas no comércio regional.
A embaixadora Gisela Padovan complementou, mencionando um ponto que responde às necessidades da realidade atual: o lançamento de um “Mercosul verde”. Segundo ela, a iniciativa visa “promover a cooperação para que não só o nosso comércio seja mais sustentável, mas também que mostremos ao mundo as nossas credenciais verdes”.
O Brasil assume a Presidência do Mercosul em um contexto no qual o país que encabeçava o bloco anteriormente, a Argentina, sob a gestão do presidente Javier Milei, havia feito críticas e chegou a ameaçar abandonar o grupo.