Nova York (EUA) — O Brasil condenou nesta terça-feira (23), durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, as ações agressivas dos Estados Unidos contra a Venezuela e defendeu o fim imediato de ameaças militares e do bloqueio naval anunciado pelo governo norte-americano.

A posição brasileira foi apresentada pelo embaixador Sérgio Danese, representante permanente do país junto à ONU. Segundo ele, a concentração de forças militares dos Estados Unidos nas proximidades da Venezuela e o bloqueio a navios petroleiros configuram violação direta da Carta das Nações Unidas.

“Somos e queremos seguir sendo uma região de paz, respeitando o direito internacional e com boas relações entre vizinhos. A força militar reunida e mantida pelos Estados Unidos nas proximidades da Venezuela e o bloqueio naval recentemente anunciado constituem violação da Carta das Nações Unidas. Portanto, devem ser cessados de imediato e incondicionalmente”, afirmou Danese.

Defesa do diálogo e da diplomacia

O embaixador brasileiro defendeu que o impasse seja resolvido exclusivamente por meios políticos e jurídicos, rejeitando qualquer forma de coerção militar. Segundo Danese, o Brasil está disposto a colaborar para a construção de uma saída diplomática, desde que haja consentimento das partes envolvidas.

“Conclamamos os dois países a um diálogo genuíno, de boa-fé e sem coerção. O presidente Lula e seu governo estão prontos para colaborar, se necessário, com o consentimento mútuo dos Estados Unidos e da Venezuela”, declarou.

Escalada de tensões

A manifestação brasileira ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um “bloqueio total” a navios petroleiros que entrem ou saiam da Venezuela, medida classificada por