GAVIÃO PEIXOTO | SP – O Brasil deu um passo importante na indústria de defesa e soberania aeroespacial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, nas instalações da Embraer, o caça F-39E Gripen, a primeira aeronave supersônica produzida em território nacional. O feito insere o país no seleto grupo de nações capazes de fabricar vetores de combate de alta complexidade.
Resultado de uma parceria estratégica com a empresa sueca Saab, a produção do caça envolveu mais de um milhão de horas de desenvolvimento e suporte. Das 36 unidades contratadas pelo programa Caça FX-2, 15 serão fabricadas na planta de Gavião Peixoto, com transferência de tecnologia que capacita engenheiros e técnicos brasileiros para futuros projetos aeronáuticos.
“Hoje, o céu do Brasil é palco de um momento histórico. Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Um momento muito simbólico, que mostra um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania”, afirmou o presidente Lula.
Tecnologia e Soberania Nacional
O F-39E Gripen é uma aeronave multiemprego, equipada com radares de última geração e sistemas avançados de guerra eletrônica, destinada a missões de controle aeroespacial, inteligência e ataque ao solo. O programa prevê investimentos de r$ 28,5 bilhões até 2033, sendo que r$ 10,5 bilhões estão inseridos no Novo PAC.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou que a indústria de defesa é um pilar de inovação. Segundo o CEO da Saab, Micael Johansson, esta é a primeira vez, desde a fundação da empresa em 1937, que um caça da marca é produzido fora da Suécia, evidenciando a confiança na capacidade técnica brasileira.
Impacto Econômico: 13 mil empregos
Além do ganho militar, o Programa Gripen gera um impacto socioeconômico significativo, com a estimativa de criação de 13 mil empregos (2.200 diretos e 10.800 indiretos). Empresas nacionais como AEL Sistemas, Akaer e Atech participam da cadeia de suprimentos, fortalecendo a base industrial de defesa.
O comandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, destacou que a entrega simboliza a transição do planejamento para a execução real. “Atesta o ineditismo do nosso Brasil na produção de caças supersônicos entre os países do Hemisfério Sul e da América Latina”, frisou. A unidade de Gavião Peixoto já está preparada para futuras exportações, com potenciais mercados na Colômbia e outros países da região.
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