Brasília, DF – Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de março começam nesta quarta-feira (18) para 18,73 milhões de famílias em todos os 5.570 municípios brasileiros. O valor médio do benefício é de R$ 683,75, com investimento total de R$ 12,76 bilhões por parte do Governo do Brasil.

O cronograma segue até o dia 31 de março e é organizado de acordo com o dígito final do Número de Identificação Social (NIS).

Em situações de emergência ou calamidade pública reconhecidas oficialmente, 171 municípios terão pagamento unificado já no primeiro dia do calendário. A medida beneficia mais de 381 mil famílias afetadas por eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e inundações, permitindo o acesso imediato aos recursos.

Calendário de pagamentos do Bolsa Família em março de 2026.

As cidades contempladas com essa antecipação estão distribuídas em nove estados: Piauí, Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia.

Entre os benefícios adicionais, o Benefício Primeira Infância atende, em março, 8,28 milhões de crianças de zero a seis anos, com repasse extra de R$ 150 por integrante nessa faixa etária. O investimento específico para esse grupo é de R$ 1,18 bilhão.

Também estão previstos benefícios complementares de R$ 50, destinados a 13,8 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, além de 650,6 mil gestantes e 347,3 mil nutrizes. Para esse conjunto de pagamentos, o valor total supera R$ 692,6 milhões.

No recorte dos grupos prioritários, o programa alcança neste mês 266,7 mil famílias com pessoas em situação de rua, 250,8 mil famílias indígenas, 294,4 mil quilombolas, 3,4 mil com crianças em situação de trabalho infantil, 56,4 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 408,7 mil famílias de catadores de material reciclável.

O perfil dos responsáveis familiares mantém predominância feminina: 84,14% dos beneficiários são mulheres, o equivalente a 15,7 milhões de pessoas. Já a população preta ou parda representa 73,3% do total, somando 35,8 milhões de indivíduos atendidos.

A chamada Regra de Proteção, implementada na reformulação do programa, permite que famílias permaneçam no Bolsa Família por até um ano após aumento de renda ou ingresso no mercado formal de trabalho. Nesses casos, o benefício é reduzido à metade. Em março, 2,35 milhões de famílias se enquadram nesse critério.

Na distribuição regional, o Nordeste concentra o maior número de beneficiários, com 8,76 milhões de famílias e investimento de R$ 5,93 bilhões. Em seguida aparecem o Sudeste, com 5,3 milhões de famílias e R$ 3,56 bilhões; o Norte, com 2,42 milhões e R$ 1,73 bilhão; o Sul, com 1,26 milhão e R$ 854,1 milhões; e o Centro-Oeste, com 977,3 mil famílias e R$ 675,3 milhões.

Entre os estados, a Bahia lidera em número de beneficiários, com 2,33 milhões de famílias atendidas e repasses que somam R$ 1,56 bilhão. São Paulo aparece na sequência, com 2,2 milhões de contemplados. Outros estados com mais de um milhão de beneficiários são Pernambuco (1,46 milhão), Minas Gerais (1,41 milhão), Rio de Janeiro (1,4 milhão), Ceará (1,34 milhão), Pará (1,25 milhão) e Maranhão (1,15 milhão).

Roraima registra o maior valor médio de repasse no mês, com R$ 751,82 por família. Na sequência estão Amazonas (R$ 740,51), Acre (R$ 728,59), Amapá (R$ 726,79), Pará (R$ 705,93) e Maranhão (R$ 702,44).

 

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