Foz do Iguaçu, PR – A biometria facial passou a ser utilizada em todos os cursos do Sistema FAEP no Paraná a partir de 2026, marcando uma mudança na forma como a presença de participantes é registrada e como os certificados são emitidos. A adoção da tecnologia eliminou processos manuais e reduziu o tempo médio de emissão de documentos de 20 para cinco dias.

A ferramenta passou a concentrar, em um único sistema, o cadastro dos alunos, o controle de frequência e a validação das informações necessárias para certificação. Antes, essas etapas dependiam de fichas em papel, assinaturas presenciais e conferência manual, o que tornava o processo mais lento e sujeito a inconsistências.

Um dos diferenciais do sistema é a capacidade de funcionamento offline, o que permite a utilização em áreas rurais sem conexão, realidade comum em diversas regiões do Paraná. Instrutores conseguem registrar a presença dos participantes por meio de leitura facial, com sincronização posterior dos dados.

Além do reconhecimento biométrico, o aplicativo incorpora geolocalização, registros de check-in e check-out, além de imagens das atividades realizadas, ampliando o controle sobre a execução dos cursos, inclusive em visitas técnicas a propriedades.

Mudança reduz burocracia e custos

A digitalização do processo também impactou diretamente nos custos operacionais. Com a eliminação do uso de papel, envio de documentos e retrabalho com correções, a estimativa é de economia de cerca de R$ 1 milhão por ano.

“Implantar a biometria facial foi uma decisão estratégica do Sistema FAEP, que permite aumentar a eficácia nos nossos treinamentos, além da economia financeira”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

“Muitos cursos acontecem em regiões rurais onde pode não haver internet, mas a solução permite registrar presença e frequência mesmo nesses locais”, acrescenta.

Antes da implementação, qualquer inconsistência em fichas físicas — como ausência de assinatura — exigia reenvio e nova conferência, o que atrasava a emissão dos certificados.

“Antes, as fichas de inscrição precisavam ser assinadas presencialmente e enviadas por correio. Se alguma assinatura estivesse incorreta ou faltando, a ficha retornava para correção, atrasando todo o processo”, explica Ieda Donada, gerente de Tecnologia da Informação do Sistema FAEP.

Com o novo sistema, o tempo de emissão dos certificados foi reduzido significativamente. O que antes levava cerca de 20 dias, agora pode ser concluído em até cinco dias.

“A tecnologia permitiu reduzir custos operacionais e evitar pendências relacionadas a assinaturas e registros de frequência”, afirma Helen Raksa, coordenadora do Departamento de Organização e Gestão da Execução do Sistema FAEP.

Aplicação no campo muda rotina

A adoção da biometria facial também alterou a rotina de instrutores e mobilizadores nos sindicatos rurais, com menos burocracia e maior agilidade na organização das turmas.

“O processo realmente ficou mais rápido. Isso impactou diretamente na organização das turmas. Se o aluno não conseguir fazer a inscrição online, ele pode ir ao sindicato para receber orientação”, afirma Adriani Voltarelli, mobilizadora em Alvorada do Sul.

“Agora, em cinco dias os certificados já estão disponíveis. Isso é importante porque muitos precisam enviar o documento rapidamente para cooperativas ou empresas”, acrescenta.

Dentro das salas de aula, o impacto também é percebido no dia a dia dos instrutores.

“Perdia horas conferindo papel. E, muitas vezes, quando chegava no centro de distribuição, havia pendências que precisavam ser corrigidas. Sem falar no custo de envio”, relata o instrutor Rafael Andrzejewski.

“Já realizei 16 cursos com biometria, todos com sucesso e sem uso de fichas”, completa.

A próxima etapa do projeto prevê a ampliação das funcionalidades do sistema, com inclusão de indicadores de desempenho dos participantes, integrando avaliação e frequência em uma mesma plataforma.

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