Autor do ataque a bombas na Praça dos Três Poderes, Francisco Wanderley Luiz, que foi candidato a vereador em Rio do Sul em 2020 pelo PL, atual partido de Bolsonaro, publicou mensagens em suas redes sociais uma hora antes do ataque, criticando o Supremo Tribunal Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e líderes do Congresso. Essas declarações levantam preocupações sobre seu estado mental e motivação para o ataque.
Em agosto deste ano, Luiz esteve no Supremo Tribunal Federal, onde registrou uma selfie no plenário, fazendo comentários provocativos sobre a segurança do local. “Deixaram a raposa entrar no galinheiro”, debochou ele.
Além de sua visita ao Supremo, no ano passado, Luiz esteve na Câmara dos Deputados, onde visitou o gabinete do deputado bolsonarista Jorge Goetten (Republicanos-SC), demonstrando um comportamento alterado. Goetten, que conhecia Luiz desde a juventude em Rio do Sul (SC), afirmou que Luiz estava visivelmente “alterado” durante a visita em 2023, possivelmente devido a problemas pessoais, incluindo uma separação.
Goetten lamentou o ocorrido, destacando que Luiz sempre foi uma pessoa equilibrada e ativa. “Era um cara equilibrado. Sempre foi um cara ativo. Lamento muito o acontecido. Lamento a morte e lamento o que ele causou”, disse o deputado, referindo-se ao impacto do ataque e à morte de pessoas no incidente.
Esses eventos ressaltam a necessidade de um exame mais profundo sobre a saúde mental de indivíduos que demonstram comportamento agressivo e as implicações disso no contexto político atual. A situação levanta questões sobre a segurança nas instituições e a responsabilidade de monitorar pessoas com histórico de comportamento alterado.