Os Estados Unidos anunciaram um acordo com o México para facilitar a deportação de imigrantes, mas o governo mexicano não confirmou oficialmente a chegada de aeronaves nem a existência de um tratado. Em meio a essa situação, 265 guatemaltecos foram deportados na sexta-feira (24), em um contexto de intensificação das políticas de migração da administração Trump.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o México aceitou realizar “um recorde de quatro voos de deportação em um único dia”. No entanto, o governo mexicano declarou que está disposto a cooperar com os EUA, mas não confirmou a realização desses voos.
Dois aviões militares e um particular aterrissaram na Guatemala, transportando 80 guatemaltecos em um primeiro voo, seguidos por outros 80 em voos subsequentes. O Pentágono confirmou que os dois aviões do Departamento de Defesa realizaram repatriações da Guatemala.
Não está claro se entre os deportados estão os 538 imigrantes irregulares mencionados pela Casa Branca. Os deportados foram encaminhados ao Centro de Recepção de Repatriados na base aérea próxima ao aeroporto internacional da Cidade da Guatemala, onde foram recebidos pela vice-presidente Karin Herrera em um evento sem cobertura da imprensa.
Trump, que prometeu endurecer as políticas de imigração durante sua campanha, declarou estado de emergência na fronteira e assinou uma série de decretos migratórios após assumir a presidência. Em um comunicado, a Secretaria das Relações Exteriores do México reiterou a disposição de receber cidadãos mexicanos, mas não confirmou o recebimento de voos de deportação.
Enquanto isso, relatos indicam que imigrantes estão vivendo em condições precárias na Cidade do México, com cerca de 1.700 pessoas em acampamentos informais e nas ruas, gerando protestos na capital.
O governo mexicano, por sua vez, afirmou que mantém uma relação de cooperação com os EUA em temas de migração, embora não tenha mencionado o deslocamento de guardas nacionais ou os deportados estrangeiros.
A situação continua a evoluir, e a falta de confirmação sobre o acordo gera incertezas em relação às políticas migratórias entre os dois países.