A sequência de acidentes graves na BR-163, no Sudoeste do Paraná, voltou a expor a insegurança de um dos trechos mais problemáticos da rodovia. Depois da morte de duas pessoas em uma colisão registrada na última semana, entre Barracão e Bom Jesus do Sul, a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) reforçou a cobrança ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pela instalação de radares de velocidade e outras medidas de controle no km 14 da estrada.

A rodovia liga Barracão a Santo Antônio do Sudoeste e é utilizada diariamente por moradores, trabalhadores e transporte de cargas. Apesar do fluxo intenso, o trecho permanece com pista simples, sinalização limitada e sem mecanismos eficazes de redução de velocidade — combinação que, segundo relatos da comunidade, transforma o trajeto em um ponto recorrente de acidentes.

“Não estamos falando de fatalidade, mas de previsibilidade. Esse trecho acumula acidentes há anos e o poder público segue adiando soluções”, afirma a deputada.

O pedido por radares e redutores de velocidade foi protocolado por Rafagnin ainda em outubro, acompanhado da solicitação de duplicação da via. Desde então, a parlamentar participou de reuniões com o DNIT em Curitiba e Pato Branco, mas, até agora, não houve apresentação pública de cronograma ou de estudos técnicos conclusivos sobre a segurança do local.

A deputada também solicitou acesso aos levantamentos que orientam a gestão do trecho. O pedido resultou na abertura de um processo administrativo no DNIT, que segue sem resposta oficial.

Para moradores da região, a demora agrava um cenário já conhecido. Motoristas relatam excesso de velocidade, ultrapassagens arriscadas e ausência de fiscalização. “É um trecho curto, mas extremamente perigoso. Quem passa por ali sabe”, diz um morador de Santo Antônio do Sudoeste, que prefere não se identificar.

Ao reiterar a cobrança, Rafagnin afirma que a instalação de radares é uma medida imediata e de baixo custo frente ao impacto social dos acidentes. “Cada dia sem ação é um risco a mais. A rodovia precisa de prevenção, não de discursos depois das mortes”, conclui.