East Lansing (EUA) – Refletindo a nova era das relações diplomáticas entre Washington e Havana, a Universidade Estadual de Michigan (MSU) anunciou um acordo inédito que permitirá a seus alunos de medicina cumprir parte da grade curricular em Cuba. A partir de abril de 2016, os futuros médicos norte-americanos atuarão diretamente em grandes unidades hospitalares da capital cubana.
O programa é o primeiro do gênero a ser solidificado desde a restauração das relações diplomáticas entre os dois países, ocorrida em julho passado após mais de 50 anos de ruptura.
Foco em Medicina Comunitária e Prevenção
O objetivo central da MSU é expor os estudantes a um modelo de saúde pública que é referência global em atenção primária e na identificação de fatores sociais das doenças. O intercâmbio focará em áreas cruciais onde o sistema cubano se destaca:
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Obstetrícia e Ginecologia;
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Pediatria e cuidados geriátricos;
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Medicina familiar e preventiva.
William Cunningham, porta-voz da faculdade de medicina da MSU, destacou o ineditismo da iniciativa: “É a primeira vez que estudantes de medicina dos EUA poderão atuar nos corredores de três grandes hospitais de Havana e obter crédito acadêmico oficial pela experiência”.
Hospitais de Referência em Havana
Os estudantes serão integrados às equipes de três instituições emblemáticas da saúde cubana:
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Hospital Calixto García: Um dos mais tradicionais centros médicos da ilha.
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Hospital do Centro de Havana: Especializado em pediatria.
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Hospital Ramón González Coro: Referência nacional em obstetrícia e ginecologia.
Seleção e Engajamento
A seleção do primeiro grupo ocorrerá nas duas primeiras semanas de abril, voltada exclusivamente para alunos do quarto ano de medicina convencional e osteopatia. Segundo a universidade, o interesse é alto: 30 alunos já formalizaram a inscrição para as vagas inaugurais.
A iniciativa marca um passo concreto na cooperação técnica e científica possibilitada pela reabertura das embaixadas e pelo fim do isolamento diplomático entre as nações.
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