Curitiba, PR – Um grupo de 60 alunos do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, localizado no bairro Capão Raso, em Curitiba, participa de uma formação voltada ao desenvolvimento de projetos que integram arte e robótica. Ao longo de quatro meses, os estudantes irão elaborar quatro iniciativas que envolvem design para impressão em 3D, criação de autômatos e programação de robôs.
As atividades fazem parte do Projeto Engenhoka, desenvolvido pelo Instituto Burburinho Cultural, do Rio de Janeiro, em escolas públicas brasileiras. Em Curitiba, as aulas tiveram início na segunda-feira (23) e passaram a integrar a grade curricular dos estudantes.
O diretor da escola, Valdemar Busanello Junior, destaca a continuidade da iniciativa na unidade.
“Estamos muito honrados por sermos a única escola do Paraná a receber o projeto e estamos bastante animados com essa turma. Com certeza, vão produzir engenhocas muito interessantes”, afirma.
Esta é a segunda vez que o colégio recebe ações do instituto. Em 2023, a instituição participou do Projeto Arco-Íris, que promoveu aulas de grafite e resultou na transformação dos muros da escola em painéis assinados por artistas paranaenses.
De acordo com a produtora executiva do projeto, Joelma Veiga, as atividades são realizadas em um estúdio maker montado dentro da escola.
“Além de todo o material necessário para a construção dos robôs e autômatos, os alunos contarão com professores especializados e intérprete de Libras”, explica.
O espaço conta com impressoras 3D, tablets, kits de iluminação em LED, além de mobiliário e materiais pedagógicos. A metodologia aplicada nas aulas foi desenvolvida pela Picode Edtech, empresa especializada em cultura maker na educação. A proposta pedagógica conecta conceitos de robótica a obras de artistas visuais que influenciaram transformações entre os séculos XIX e XX.
Segundo Joelma, a abordagem busca integrar diferentes áreas do conhecimento.
“Durante as aulas, os alunos vão explorar artes visuais e robótica educacional, estimulando a criatividade, o raciocínio lógico e a experimentação tecnológica”, afirma.
Ao final do projeto, está prevista a realização de uma exposição com os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes, incluindo premiação, prevista para o fim do semestre.
Ao longo de 2026, o Projeto Engenhoka deve beneficiar 480 estudantes em diferentes cidades do país. Além de Curitiba, a iniciativa será realizada no Rio de Janeiro (RJ), em Macaé (RJ), São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo (SP). Como parte das ações, também será feita a doação de aproximadamente 500 cartilhas para a escola e para a Secretaria de Educação, com o objetivo de ampliar o acesso aos conteúdos desenvolvidos durante o projeto.
O Projeto Engenhoka é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. A iniciativa conta com patrocínio da ExxonMobil Brasil, ONS, Otis e Trident Energy, e é realizada pelo Instituto Burburinho Cultural em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo Federal.
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