CURITIBA | PR – O cenário político paranaense sofreu uma forte movimentação nesta terça-feira (31). O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, confirmou oficialmente sua saída do PSD para se filiar ao Republicanos. A decisão, comunicada após reunião com o governador Ratinho Junior, marca o início de uma nova etapa na estratégia de Curi para a sucessão estadual em 2026.

Em entrevista coletiva concedida a jornalistas em Curitiba, o deputado enfatizou que a mudança partidária não representa um “racha” com o grupo governista. Pelo contrário, Curi afirmou que o movimento visa ampliar o arco de alianças e permitir a construção de uma candidatura unificada, mantendo o alinhamento com as diretrizes do atual governo, mas com uma plataforma partidária própria.

Articulação e sucessão no Palácio Iguaçu

A saída de Alexandre Curi evidencia a intensa disputa interna na base aliada de Ratinho Junior. No PSD, Curi dividia o protagonismo com outros nomes fortes, como o secretário das Cidades, Guto Silva. Ao migrar para o Republicanos, o presidente da Alep ganha autonomia para consolidar seu nome como pré-candidato ao Governo do Estado, buscando o apoio formal do governador no momento oportuno.

“Nosso objetivo é construir unidade entre os partidos para lançar um nome competitivo. Pretendo disputar a eleição com o apoio do governador, mas seguirei no projeto independentemente do cenário”, declarou Curi, reforçando sua determinação em concorrer ao comando do Executivo paranaense.

Dança das cadeiras e o cenário para 2026

O movimento de Curi não é isolado e segue uma tendência de “descompressão” do PSD. Recentemente, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, também deixou a legenda para se filiar ao MDB, visando viabilizar sua própria candidatura ao governo estadual. Essa fragmentação controlada da base sugere que o grupo político de Ratinho Junior pode chegar ao pleito de 2026 com múltiplos nomes viáveis, testando a força de cada sigla aliada.

Apesar da troca de legenda, Alexandre Curi garantiu que não haverá uma “debandada” de deputados do PSD para o Republicanos por sua influência, assegurando a estabilidade da bancada governista na Assembleia Legislativa. O foco do parlamentar agora se volta para a articulação com prefeitos e lideranças regionais, consolidando sua nova casa partidária como uma força central na política do Paraná.

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