Aparecida, SP – O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (22) que a Campanha da Fraternidade deste ano, dedicada ao tema da moradia, contribui para reforçar a importância de políticas públicas voltadas à redução do déficit habitacional no país, como o programa Minha Casa, Minha Vida.

Alckmin participou da missa de lançamento da campanha no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), onde destacou o acesso à casa própria como um dos principais objetivos das famílias brasileiras.

“É uma campanha da fraternidade muito importante, porque o sonho da família, o sonho das pessoas, é ter um teto. Você sair do aluguel, poder realizar o sonho de ter a casa nova”, afirmou.

Segundo o presidente em exercício, mesmo para famílias de renda média a compra de um imóvel exige planejamento financeiro, enquanto para trabalhadores de menor renda o desafio é maior. Ele ressaltou que o Minha Casa, Minha Vida foi estruturado para ampliar o acesso à moradia, com condições facilitadas, incluindo a possibilidade de financiamento sem entrada e prestações mais acessíveis.

O programa superou em janeiro a meta estabelecida em 2023 com mais de um ano de antecedência. Entre 2023 e 2025, foram contratadas 2,11 milhões de unidades habitacionais em todo o país, com investimento de R$ 317,78 bilhões do Governo do Brasil.

“E a expectativa é chegar até o fim do ano com 3 milhões de contratos assinados”, adiantou Alckmin.

Além do impacto social, o presidente em exercício destacou os efeitos econômicos da política habitacional.

“Isso gera emprego. É construção civil, é emprego na veia e realiza o sonho da casa própria das famílias”, declarou.

Comércio exterior e novas tarifas

Ao comentar a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas globais de 15% sobre produtos estrangeiros, Alckmin avaliou que a medida não reduziu a competitividade brasileira, uma vez que a alíquota foi adotada de forma uniforme para diversos países.

“Como ela é igual para todo mundo, nós não perdemos competitividade”, afirmou.

O presidente em exercício informou que, em alguns setores estratégicos, as tarifas foram zeradas, como combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves. Segundo ele, a isenção é relevante para a indústria aeronáutica brasileira, que depende do mercado externo para manter escala produtiva.

Alckmin também destacou que, mesmo com o chamado “tarifaço”, o Brasil registrou recorde de exportações no último ano, com US$ 348,7 bilhões. De acordo com ele, o resultado está associado à diversificação de mercados e à ampliação de acordos comerciais.

O ministro citou avanços do Mercosul nas negociações com Singapura, países da Efta e União Europeia, além da agenda internacional do presidente Lula para fortalecer parcerias estratégicas, como Estados Unidos e Índia.

Para Alckmin, a expansão do comércio exterior é determinante para a indústria nacional.

“As indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Exportação significa emprego e renda aqui dentro”, concluiu.

 

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