BRASÍLIA | DF – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou as especulações sobre a formação da chapa presidencial para a reeleição. Em reunião ministerial realizada nesta terça-feira (31) no Palácio do Planalto, o petista confirmou que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), repetirá a dobradinha vitoriosa de 2022. Com a decisão, Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral.

A definição ocorre após um período de incertezas e pressão de setores do PT, que sugeriam Alckmin no Senado para abrir a vaga de vice a partidos como PSD ou MDB. Lula, contudo, optou pela estabilidade e lealdade da parceria atual. “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, declarou o presidente.

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Para cumprir a Lei de Inelegibilidades, que exige o afastamento seis meses antes da eleição (prazo final em 4 de abril), uma verdadeira “debandada” ocorre na Esplanada. A estratégia de Lula é nomear secretários-executivos para garantir a continuidade das políticas públicas, como no caso de Dario Durigan, que assume a Fazenda no lugar de Fernando Haddad.

Confira a relação dos ministros e auxiliares que deixam o governo:

O impacto no Paraná e a estratégia de continuidade

Para os paranaenses, a saída de Gleisi Hoffmann é o ponto focal, pois ela entra diretamente na corrida por uma das duas vagas ao Senado pelo estado. O governo federal agora corre contra o relógio para que todas as exonerações sejam publicadas até este sábado. A tendência é que o perfil técnico dos novos titulares evite sobressaltos na economia e nos programas sociais durante o período eleitoral, mantendo a máquina pública girando enquanto os nomes de peso da Esplanada buscam votos pelo país.

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