BRASÍLIA | DF – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou as especulações sobre a formação da chapa presidencial para a reeleição. Em reunião ministerial realizada nesta terça-feira (31) no Palácio do Planalto, o petista confirmou que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), repetirá a dobradinha vitoriosa de 2022. Com a decisão, Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral.
A definição ocorre após um período de incertezas e pressão de setores do PT, que sugeriam Alckmin no Senado para abrir a vaga de vice a partidos como PSD ou MDB. Lula, contudo, optou pela estabilidade e lealdade da parceria atual. “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, declarou o presidente.
Reforma Ministerial: A lista completa das saídas
Para cumprir a Lei de Inelegibilidades, que exige o afastamento seis meses antes da eleição (prazo final em 4 de abril), uma verdadeira “debandada” ocorre na Esplanada. A estratégia de Lula é nomear secretários-executivos para garantir a continuidade das políticas públicas, como no caso de Dario Durigan, que assume a Fazenda no lugar de Fernando Haddad.
Confira a relação dos ministros e auxiliares que deixam o governo:
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Fernando Haddad (Fazenda): Disputa o Governo de São Paulo;
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Geraldo Alckmin (MDIC): Candidato a vice-presidente na chapa de Lula;
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Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais): Disputa o Senado pelo Paraná;
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Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente): Disputam o Senado por São Paulo;
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Rui Costa (Casa Civil): Disputa o Senado pela Bahia;
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Renan Filho (Transportes): Disputa o Governo de Alagoas;
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André Fufuca (Esporte): Disputa o Senado pelo Maranhão;
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Carlos Fávaro (Agricultura): Disputa o Senado por Mato Grosso;
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Waldez Góes (Integração Nacional): Disputa o Senado pelo Amapá;
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Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos): Disputa a Câmara por Pernambuco;
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Anielle Franco (Igualdade Racial): Disputa a Câmara pelo Rio de Janeiro;
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Sônia Guajajara (Povos Indígenas): Disputa a Câmara por São Paulo;
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Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário): Disputa a Câmara por São Paulo;
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Macaé Evaristo (Direitos Humanos): Disputa a Câmara Legislativa de Minas Gerais;
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Camilo Santana (Educação): Deixa o cargo para focar na coordenação da campanha de 2026;
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Márcio França (Empreendedorismo): Indefinido entre Senado por SP ou coordenação de campanha;
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Wolney Queiroz (Previdência): Indefinido entre Câmara Federal (PE) ou campanha;
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Alexandre Silveira (Minas e Energia): Avalia disputa ao Senado por MG ou permanência para gerir crise de combustíveis;
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Luciana Santos (Ciência e Tecnologia): Avalia disputa de cargo em Pernambuco;
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Sidônio Palmeira (Secom): Deixa o governo no meio do ano para ser o marqueteiro oficial de Lula.
O impacto no Paraná e a estratégia de continuidade
Para os paranaenses, a saída de Gleisi Hoffmann é o ponto focal, pois ela entra diretamente na corrida por uma das duas vagas ao Senado pelo estado. O governo federal agora corre contra o relógio para que todas as exonerações sejam publicadas até este sábado. A tendência é que o perfil técnico dos novos titulares evite sobressaltos na economia e nos programas sociais durante o período eleitoral, mantendo a máquina pública girando enquanto os nomes de peso da Esplanada buscam votos pelo país.
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