O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que seu governo deve recusar qualquer negociação com os Estados Unidos, considerando-as “imprudentes”. Em pronunciamento, Khamenei argumentou que experiências anteriores demonstraram que tais diálogos não são “inteligentes, sábias ou honrosas”. A declaração foi feita após o novo presidente americano, Donald Trump, manifestar interesse em estabelecer um acordo de paz com Teerã.

Khamenei criticou a retirada dos EUA do pacto nuclear de 2015, afirmando que o país “arruinou, violou e rasgou” o acordo, que impunha restrições ao programa nuclear do Irã em troca de alívio das sanções econômicas. Trump, que havia restabelecido as sanções, expressou sua intenção de trabalhar em um novo acordo nuclear, conforme anunciou em suas redes sociais.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, também se pronunciou para afirmar que o Irã não busca armas nucleares, destacando que tal verificação é uma tarefa simples. Ele reiterou a posição do aiatolá Khamenei, que proíbe a posse de armas atômicas, enfatizando que a doutrina da República Islâmica é contrária ao massacre de inocentes.

Em um encontro separado, Khamenei se reuniu com líderes do Hamas em Teerã, incluindo Khalil al-Hayya e Muhammad Ismail Darwish. Durante a reunião, ele elogiou a resistência do povo de Gaza contra o que chamou de “regime sionista” e a América, agradecendo aos oficiais do Hamas pelo acordo de cessar-fogo com Israel.

O Hamas é um aliado estratégico do Irã e faz parte do que o país denomina “Eixo da Resistência”, que inclui também o Hezbollah e os rebeldes Houthis. O ano de 2024 foi desafiador para essa aliança, com o governo de Bashar Al-Assad na Síria enfrentando graves dificuldades e perdas significativas para o Hezbollah e o Hamas, incluindo a morte de líderes importantes em ações israelenses.