*Por Lucas Rafacho 

Refletindo sobre os relacionamentos interpessoais da sociedade contemporânea, chego a conclusão que a humanidade já está na “tábua da beirada” (se é que me entende).

Pois o sentimento individualista se propagou de uma tal forma nesse início de século, que o pensamento de bem estar coletivo tornou-se quase que exclusivamente sinônimo de partidarismo de esquerda.

A competitividade a nós imposta, pelo consumismo desenfreado, transformou o homem em um ser solitário que agrega seu ideal de felicidade a coisas fúteis de valor material, assim fragilizando as instituições sociais e criando uma anomia altamente destrutiva. O pior de tudo, é que estamos achando normal, a cultura na atualidade está toda voltada, nutrindo essa doença social.

Os meios de comunicação e as instituições de ensino já se infectaram e estão envenenando nossa juventude, pregando um ideal de vida que diverge da real necessidade humana, a felicidade virou um produto na prateleira que poucos podem comprar, e para a alcançar temos que deixar de lado nossa saúde física e mental em prol de algo que nos foi imposto.

Conscientemente ou inconscientemente, o mercado nos manipula, através de representações utópicas, imperativas ao consumo, enquanto o individualismo prospera, o amor ao próximo se esfria e a fraternidade dentro da sociedade, é assassinada, com a faca afiada da ganância. Depois nos justificamos, dizemos, que foi em nome do progresso, que foi necessário, ou que simplesmente aconteceu, terminou-se mais um ciclo dentro da trajetória humana.

Seria uma involução eminente?

Não estou certo disso, mas as vezes o realismo nos choca.

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*Lucas Rafacho é diretor municipal de cultura, ex-Assessor legislativo, ativista social, músico, cristão e palestrante

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