Curitiba, PR – Técnicos do Sistema FAEP e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) iniciam, entre os dias 27 e 29 de abril, uma série de reuniões em nove municípios para divulgar a 24ª edição do Concurso Café Qualidade Paraná. A iniciativa busca ampliar a participação de produtores e detalhar as etapas da competição, que se consolidou como referência na valorização do café especial no estado.

Os encontros são voltados principalmente a médios e pequenos produtores, com foco na região Norte Pioneiro, tradicional área produtora de cafés de qualidade.

Roteiro percorre nove municípios

A programação começa no dia 27, com reuniões em Grandes Rios, Ivaiporã (Comunidade do Jacutinga) e Cianorte. No dia 28, os encontros ocorrem em Mandaguari, Apucarana e Congonhinhas. A agenda se encerra no dia 29, com atividades em Ribeirão do Pinhal, Lavrinha e Carlópolis.

Durante as reuniões, técnicos apresentam informações sobre inscrições, regulamento, cronograma e critérios de avaliação do concurso.

“Essas reuniões são importantes para orientar os produtores sobre prazos, regulamento e etapas. A expectativa é ampliar a participação em relação à edição anterior”, afirmou Ágide Eduardo Meneguette.

Na última edição, o concurso registrou 130 inscrições.

O Concurso Café Qualidade Paraná premia os cinco primeiros colocados nas categorias Café Natural e Cereja Descascado, além de reconhecer destaques regionais. A divulgação dos vencedores está prevista para 25 de novembro, em Curitiba.

A iniciativa integra ações da Câmara Setorial do Café do Paraná, formada por instituições como o Sistema FAEP, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e o IDR-Paraná.

“O concurso tem mostrado, ao longo dos anos, que o café do Paraná tem qualidade competitiva em nível nacional e internacional”, destacou Walter Ferreira Lima.

Além da competição, o ciclo de reuniões também apresenta o Cupping de Negócios, previsto para ocorrer após a divulgação dos resultados. A proposta é aproximar produtores e compradores por meio de rodadas de degustação e negociação.

“A ideia é permitir que o produtor leve uma segunda saca destinada à comercialização, criando oportunidades diretas de negócio”, explicou Lucian de Souza.

A estratégia busca ampliar o valor agregado do produto e fortalecer a inserção dos cafés especiais no mercado.

Critérios e etapas de participação

Para participar, é necessário ser produtor no Paraná e inscrever cafés arábica nas categorias Natural ou Cereja Descascado, atendendo critérios técnicos como peneira acima de 16, classificação tipo dois ou três e umidade máxima de 11,5%.

Após a inscrição, que segue até 30 de setembro, técnicos realizam a coleta das amostras diretamente nas propriedades para análise física e sensorial.

“A avaliação considera atributos como aroma, sabor, acidez e corpo do café”, explicou Romeu Gair.

 

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