Foz do Iguaçu, PR – A série documental As Pajés percorre diferentes regiões do Brasil para registrar a trajetória de oito mulheres indígenas, reunindo histórias que atravessam espiritualidade, cuidado, território e liderança comunitária. Com episódios dedicados a cada personagem, a produção aposta em uma abordagem direta para dar visibilidade a saberes ainda pouco presentes no audiovisual nacional.

Ao longo de oito capítulos, a série acompanha mulheres de diferentes etnias em cinco biomas brasileiros, explorando práticas de cura, transmissão de conhecimentos ancestrais e a relação dessas lideranças com seus territórios.

Narrativas que atravessam gerações

A proposta da série é ir além da observação estética e construir um registro das formas de existência e resistência dessas mulheres. A produção acompanha o cotidiano das personagens, evidenciando como os saberes tradicionais seguem ativos e em transformação.

“A série busca registrar modos de existência e de cuidado que atravessam gerações, a partir de uma escuta sensível e respeitosa dessas lideranças”, afirma Carina Bini, criadora e diretora da obra.

Entre os temas abordados estão práticas como a medicina da floresta, a ginecologia natural e rituais ancestrais, apresentados a partir da vivência das próprias protagonistas.

As gravações passaram por regiões como o Alto Xingu, no Mato Grosso, além de estados como Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão e Mato Grosso do Sul.

A diversidade geográfica reflete a pluralidade cultural das histórias apresentadas, conectando diferentes contextos e formas de organização social dos povos indígenas.

As Pajés é uma produção da Atman Filmes, em parceria com a Okna Produções. O pré-lançamento nacional está previsto para maio de 2026, no Museu Nacional dos Povos Indígenas.

Após a estreia, a série deve circular por locais onde os episódios foram gravados e, posteriormente, ser disponibilizada ao público em plataformas digitais.

O projeto conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).

Audiovisual como registro e memória

Ao reunir diferentes territórios e trajetórias, a série se posiciona como um registro documental de saberes tradicionais e de formas de organização que seguem presentes no Brasil contemporâneo.

Mais do que uma produção audiovisual, As Pajés amplia o espaço de escuta sobre experiências historicamente invisibilizadas, colocando as protagonistas no centro da narrativa.

(Com informações do )

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