Foz do Iguaçu, PR – O programa Pé-de-Meia, criado pelo Governo do Brasil em 2024, completou dois anos com impacto direto na redução da evasão escolar no ensino médio. Dados oficiais indicam queda de 43% no abandono escolar, passando de 6,4% em 2022 para 3,6% em 2024.
Além da diminuição da evasão, informações do Censo da Educação Básica, organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, apontam melhora em outros indicadores. A reprovação escolar caiu 33% no período, enquanto a distorção idade-série no ensino médio foi reduzida em 27,5% entre 2022 e 2025.
A iniciativa foi estruturada como resposta às altas taxas de abandono escolar, especialmente entre jovens de baixa renda. O programa oferece incentivo financeiro condicionado à frequência e à conclusão dos estudos, criando condições para que estudantes permaneçam na escola.
Atualmente, o Pé-de-Meia beneficia cerca de 5,6 milhões de alunos, o equivalente a 54% dos estudantes matriculados no ensino médio da rede pública no país.
Para viabilizar o programa, o governo federal destinou R$ 18,6 bilhões ao longo dos dois primeiros anos. O volume de recursos e o alcance da política pública reforçam seu caráter estruturante no enfrentamento da evasão escolar.
A proposta busca garantir que estudantes não precisem abandonar os estudos para contribuir com a renda familiar, ampliando as oportunidades de acesso ao ensino superior e ao mercado de trabalho.
| “O que estamos tentando garantir é que, no presente, vocês não percam a oportunidade de continuar sonhando. O que estamos garantindo é que vocês não parem de estudar para fazer um bico ajudando o pai ou a mãe. O que estamos garantindo é a oportunidade para que vocês sentem junto a qualquer pessoa deste país, de qualquer origem social, e disputem a mesma vaga e tenham um diploma de doutor igual qualquer outra pessoa pode ter neste país.”
— Luiz Inácio Lula da Silva
Os dados foram apresentados durante evento realizado em Fortaleza, que marcou os dois anos do programa e a inauguração da primeira fase do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica no Ceará.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou o alcance do programa e seu papel na permanência dos jovens na escola.
| “Estamos comemorando dois anos do Pé-de-Meia, que já beneficiou mais de 5,6 milhões de jovens, e só um presidente com a sensibilidade do presidente Lula foi capaz de criar um programa para dizer: ‘nós não queremos nenhum aluno fora da escola pública neste país’.”
— Camilo Santana
Os efeitos do programa também são percebidos entre os estudantes. Lucas Santos, aluno do ensino médio em Fortaleza, relata que o incentivo financeiro contribuiu para a continuidade dos estudos em um contexto de vulnerabilidade social.
| “O Pé-de-Meia mudou muito a minha vida. Eu moro numa casa com sete pessoas e a gente vive da aposentadoria da minha avó e do salário da minha tia. Sem o programa, teria muito mais dificuldades.”
— Lucas Santos, estudante
O impacto se estende ao ensino superior. Silvio Eduardo, ex-beneficiário e atualmente universitário em Manaus, afirma que o programa contribuiu para sua aprovação no vestibular.
| “O Pé-de-Meia foi bastante útil para me ajudar nessa aprovação. Muitas pessoas conseguiram ingressar na faculdade por causa disso e melhorar de vida.”
— Silvio Eduardo, estudante
Política pública e redução de desigualdades
O programa integra um conjunto de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades educacionais no país. Ao garantir renda e incentivar a permanência escolar, a iniciativa busca interromper ciclos de evasão e ampliar o acesso a oportunidades futuras.
Os resultados iniciais indicam avanço nos indicadores educacionais e reforçam o papel de políticas de incentivo direto como instrumento de permanência e conclusão da educação básica.
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