Foz do Iguaçu, PR –  Desde 2023, a Itaipu Binacional repassou R$ 5,7 bilhões à conta de comercialização de energia elétrica da usina, administrada pela ENBPar. Os recursos foram destinados à modicidade tarifária, com o objetivo de reduzir a pressão sobre as tarifas e contribuir para o equilíbrio do setor elétrico brasileiro.

Os aportes ajudaram a manter a energia de Itaipu em patamar competitivo no mercado regulado, com impacto direto na conta de luz dos consumidores.

“Alinhada às políticas do governo federal, a Itaipu tem garantido energia mais acessível e previsível, com benefícios diretos para o consumidor brasileiro”, afirmou o diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri.

Em 2026, os repasses já somam R$ 1,556 bilhão. Nos anos anteriores, as transferências ocorreram de forma contínua: R$ 1,694 bilhão em 2025, R$ 1,659 bilhão em 2024 e R$ 793,1 milhões em 2023, ano em que a usina quitou integralmente sua dívida histórica de construção.

Em 2025, aproximadamente 45% do orçamento da entidade equivalente a US$ 306,5 milhões foram destinados à modicidade tarifária.

“A redução da tarifa e os aportes para a modicidade se convertem em alívio real na conta de luz, beneficiando diretamente o consumidor residencial das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste”, disse o diretor financeiro executivo de Itaipu, André Pepitone.

Com o encerramento da dívida, em fevereiro de 2023, houve uma mudança estrutural no custo da energia gerada pela usina. O valor, que até 2022 se mantinha em média em US$ 27,86 por kW/mês, caiu para US$ 20,23 por kW/mês.

Para o período de 2024 a 2026, a tarifa foi estabelecida em US$ 17,66 por kW/mês, consolidando uma redução de 36,6% em relação ao patamar anterior. A queda posicionou a energia de Itaipu abaixo da média do mercado regulado.

Dados mais recentes reforçam esse cenário. Em 2026, o custo médio da energia de Itaipu no reajuste tarifário da distribuidora ENEL RJ foi de R$ 217,00 por MWh. O valor é inferior ao das usinas cotistas da Lei 12.783/2013, estimado em R$ 236,73 por MWh, e também abaixo do preço médio de aquisição das distribuidoras no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), projetado em R$ 342,71 por MWh pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o mesmo período.

A redução tarifária e os aportes para modicidade consolidam o papel da Itaipu Binacional no equilíbrio do setor elétrico e na mitigação de custos ao consumidor, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

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