Foz do Iguaçu, PR – O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciou, na quarta-feira (1º), uma nova etapa do projeto “Escola Amiga da Saúde”, voltado à educação em saúde de alunos da rede municipal de ensino de Foz do Iguaçu. A iniciativa será desenvolvida ao longo de quatro meses, com temas diferentes a cada período.

A Escola Municipal Prof. Suzana Moraes Balen foi a primeira unidade a receber as atividades da edição de 2026. Ao longo de dois dias, 12 turmas do 1º ao 5º ano participam das ações educativas.

Neste mês, o tema central é a prevenção das arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. As atividades são adaptadas conforme a faixa etária: para os alunos mais novos, há contação de histórias com fantoches; para os mais velhos, jogos educativos desenvolvidos pelos próprios agentes de endemias.

A aluna Jamilly Valentina Riquelme Ferreira, de sete anos, relatou o que aprendeu durante a atividade.

“Aprendi que não pode jogar lixo na rua, porque senão o mosquito pica e a gente fica doente”, afirmou.

O colega Miguel Pereira, também de sete anos, destacou a importância de compartilhar o conteúdo com a família.

“Vou contar a história do mosquito da dengue para a minha família e dizer que não pode jogar lixo no lugar errado”, disse.

A coordenadora da escola, Jocelaine Lopes do Santos, ressaltou o caráter pedagógico das atividades.

“Eles são esponjinhas, absorvem tudo e multiplicam esse conhecimento em casa. Então, é de extrema importância esse trabalho. Além disso, a abordagem lúdica faz com que a criança assimile rapidamente as informações que são tão importantes para a saúde de todos”, comentou.

Criado em 2023 em parceria com a Itaipu, o projeto passou por reformulações e, desde 2025, opera em novo formato. No ano passado, dez escolas foram atendidas. Em 2026, o número de unidades participantes é menor, mas contempla todas as regiões do município, incluindo a área rural.

Ao todo, seis escolas serão visitadas por mês, alcançando mais de dois mil alunos distribuídos em cerca de 90 turmas. A seleção das instituições considerou critérios epidemiológicos.

“Nossa equipe analisou a questão histórica da dengue na região e de outras zoonoses e escolhemos uma escola por distrito sanitário e outra na área rural da cidade. A ideia é que no ano que vem a gente visite outras escolas levando esse projeto”, explicou o supervisor de Educação em Saúde do CCZ, Igor Batista.

O projeto segue até setembro, com um tema trabalhado a cada mês nas escolas selecionadas. Estão previstos conteúdos sobre prevenção das arboviroses (abril), guarda responsável e linguagem animal (maio), zoonoses com destaque para esporotricose, leishmaniose e raiva (agosto), e animais sinantrópicos, como baratas, cobras, escorpiões e aranhas (setembro).

O supervisor também destacou o papel das crianças na disseminação das informações.

“Trabalhamos com as crianças porque entendemos que elas levam a informação para casa, compartilham com a família e ajudam a mudar comportamentos. Assim, contribuímos para formar adultos mais conscientes, que entendam que, fazendo a sua parte, é possível reduzir e até eliminar algumas zoonoses”, afirmou.

A iniciativa conta ainda com a parceria do Sesc, responsável pelo fornecimento de materiais educativos, como cartilhas e folders distribuídos aos alunos durante as atividades.

Em abril, o cronograma prevê ações em diferentes escolas da rede municipal: nos dias 1º e 2, na Escola Municipal Suzana M. Balen; de 6 a 8, na Escola Municipal Duque de Caxias; no dia 9, na Escola Municipal Princesa Isabel; entre os dias 13 e 17, na Escola Municipal Adele Zanotto; de 22 a 24, na Escola Municipal Olavo Bilac; e no dia 29, na Escola Municipal Júlio Pasa.

Itaipu ultrapassa 80% de aprovação e atinge recorde no Paraná