CURITIBA | PR – A aprovação do projeto de lei do Poder Executivo que estabelece o reajuste de 5% na data-base do funcionalismo estadual gerou forte reação na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Embora o índice contemple servidores da ativa e aposentados (com e sem paridade), o percentual é visto como insuficiente diante das perdas históricas acumuladas durante a gestão Ratinho Júnior.

Para o deputado estadual Professor Lemos (PT), o projeto está longe de fazer justiça a quem sustenta o Estado. “O índice não recompõe as perdas acumuladas nos últimos anos. A data-base foi desrespeitada de forma recorrente, resultando em um forte arrocho salarial”, afirmou o parlamentar. Segundo estudos do Fórum das Entidades Sindicais (FES), a defasagem chega a cerca de 52% em determinadas categorias, e um reajuste de 12% seria técnica e financeiramente viável sem comprometer as contas públicas.

Mobilização

A ausência de propostas para a reestruturação da carreira da educação motivou protestos em frente ao Palácio Iguaçu. Professores e funcionários de escola cobram a equiparação salarial com outras categorias do Executivo que também exigem nível superior.

Um anteprojeto, construído por um grupo de trabalho com participação de secretarias estaduais e sindicatos, previa a reorganização da carreira em 18 classes e a elevação do salário inicial do magistério de R$ 4,9 mil para R$ 7,6 mil (40h). No entanto, a proposta foi ignorada pelo governo. “Os estudos comprovam a viabilidade, porém o governador tomou uma decisão política e continua penalizando nossos educadores”, declarou Lemos.

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