FOZ DO IGUAÇU | PR – O trabalho técnico desenvolvido pelo Centro de controle de zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu alcançou o topo do reconhecimento nacional em vigilância sanitária e ambiental. A unidade conquistou o 1º lugar na categoria “Saúde, ambiente e outros órgãos” do prêmio “10+ Colaboradores SISS-Geo 2025”, concedido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A cerimônia de premiação será realizada de forma on-line nesta quinta-feira (26), a partir das 8h30.

O reconhecimento valoriza as instituições que mais contribuem com o Sistema de informação em saúde silvestre (SISS-Geo), plataforma utilizada para registrar e monitorar animais de relevância para a saúde pública e a conservação da biodiversidade no Brasil.

Monitoramento estratégico de morcegos

Em Foz do Iguaçu, o protagonismo do CCZ na plataforma se consolidou por meio do monitoramento rigoroso e registros fotográficos de morcegos. A ferramenta, desenvolvida pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde, permite mapear a presença desses animais e oferece um retorno técnico essencial para a identificação das espécies encontradas em campo.

Para a coordenadora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes, a tecnologia é uma aliada fundamental no cotidiano das equipes:

“É uma plataforma que nos ajuda a mapear e identificar esses animais silvestres que são de importância para a saúde. Recebemos um retorno técnico sobre qual espécie estamos nos deparando em nosso processo de trabalho”, explica Renata.

Referência em vigilância e biodiversidade

A conquista do prêmio consolida o compromisso do município com a prevenção de zoonoses e a proteção ambiental. Ao alimentar o sistema nacional com dados precisos, o CCZ de Foz do Iguaçu ajuda a subsidiar políticas públicas de saúde que integram o cuidado humano à preservação da fauna silvestre.

A premiação 10+ colaboradores reafirma a posição da fronteira como referência técnica, demonstrando que a vigilância ativa é a principal ferramenta para antecipar riscos e garantir a segurança sanitária da população e do ecossistema regional.

Criar animal silvestre exige registro e cuidados específicos com o bem-estar