Recomendado a partir dos 45 anos, ou antes, quando há histórico familiar ou sinais de alarme, o exame de colonoscopia é o exame padrão para identificar lesões pré-cancerígenas (pólipos) que possam evoluir para câncer de intestino. Além disso, auxiliar na avaliação e diagnóstico de divertículos, estreitamento da luz do intestino grosso e doenças inflamatórias intestinais. Segundo especialista, é preciso ficar atento para a doença, que ganhou destaque neste mês de março, chamado de “março azul-marinho”.
Os sinais de alerta mais comuns para o câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e reto, e é o segundo tumor maligno mais prevalente em homens e mulheres, são: sangramento nas fezes, alteração do hábito intestinal, perda ponderal e dor abdominal. “Na maioria dos casos, o câncer se origina de pólipos que podem sofrer alterações ao longo dos anos e se tornar um câncer. Esse crescimento pode ser lento, levando cerca de dez anos, por isso a colonoscopia é fundamental para retirar essas lesões e evitar a doença”, explicou o médico especialista na área do sistema digestivo, Dr. Tarik Omairi (CRM-PR 34.471). Após o exame, o material pode ser enviado para análise, que direcionará o melhor tratamento ao paciente.
Com o avanço da tecnologia, novas técnicas têm surgido e revolucionado o rastreio do câncer colorretal, junto da colonoscopia. A magnificação e cromoscopia eletrônica são um exemplo. Com esse tipo de recurso endoscópico, o próprio exame antecipa o resultado e permite a imediata ação terapêutica. “A qualidade e detalhamento da imagem que esses recursos nos trazem, possibilitam um diagnóstico mais preciso e precoce, contribuindo muito para o aumento da taxa de detecção de lesões”, salientou Dr. Tarik.
O médico conta, ainda, que a grande novidade na medicina tem sido a Dissecção Endoscópica Submucosa (ESD). Este método, dentre outras vantagens, evita cirurgias, reduz tempo de hospitalização e recuperação do paciente. A técnica é possível de realizar após a análise de cromoscopia. “Aqui na região de Foz do Iguaçu nós temos um centro clínico, a Gastroclínica Foz, que atua com equipamentos de última geração, e que permitem a aplicação de técnicas como estas, e possibilitam a ressecção de grandes lesões e evitam o câncer”, pontuou o especialista.

Dr. Tarik Omairi (CRM-PR 34.471) alerta para o rastreamento e diagnóstico precoce da doença
O câncer colorretal é uma doença que, além de prevenível, é evitável, e, mesmo quando ocorre, se o diagnóstico é feito em fase inicial, procedimentos seguros são o melhor tratamento.
Prevenção A prevenção do câncer colorretal se dá por uma dieta que contempla o consumo de frutas e hortaliças, e redução na ingestão de alimentos processados e bebidas alcóolicas, refrigerantes e outras bebidas açucaradas. Moderação à carne vermelha e alimentos calóricos e/ou gordurosos ajudam a evitar a doença, que inclui ainda o sedentarismo, obesidade e tabagismo como fatores de risco.
Já pessoas com histórico familiar também precisam estar alertas.
Gastroclínica é um centro médico em Foz com especialistas voltados a patologias gastrointestinais