FOZ DO IGUAÇU | PR – O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) abriu as portas para uma exposição que transcende as paredes da reclusão. A mostra “Arte para a Liberdade”, inaugurada nesta semana, apresenta telas produzidas por internas da Penitenciária Feminina de Foz do Iguaçu (PFF-UP). A iniciativa busca sensibilizar a sociedade sobre o poder transformador da cultura e a importância da dignidade no processo de ressocialização.

Arte como ferramenta de protagonismo e recomeço

As obras expostas são o resultado de projetos que utilizam a expressão artística como ponte para o mundo exterior e ferramenta de autoconhecimento. Durante a abertura da mostra, que contou com a presença de autoridades da Guarda Municipal e da rede de proteção, foi destacado o impacto dessas ações na autoestima das detentas.

A secretária municipal da Mulher, Scheila Melo, reforçou que o objetivo central é apoiar a reconstrução das histórias dessas mulheres, enxergando nelas potencialidades que vão além da privação de liberdade.

“A exposição mostra que a arte pode ser um caminho de expressão e pertencimento. A reclusão é apenas uma parte da vida dessas mulheres, que seguem construindo suas histórias e, mesmo estando ali, ainda conseguem exercer protagonismo por meio de suas obras. Nossa missão é apoiá-las no processo de ressocialização e na reconstrução de suas trajetórias”, afirmou Scheila Melo.

Programação do Mês da Mulher e Serviço

A exposição é gratuita e permanece aberta à visitação até o dia 31 de março, das 8h às 14h, na sede do CRAM. A ação integra a programação do Março Lilás em Foz do Iguaçu, que também conta com a campanha permanente “Amor não machuca”, voltada à prevenção da violência e promoção de relações saudáveis.

Entre as próximas atividades agendadas, destacam-se:

Serviço:

 

Militarização dos EUA e o alinhamento de Santiago Peña com a extrema direita mundial