Foz do Iguaçu (PR) – A integração entre sociedade civil organizada e instituições públicas marcou a plenária conjunta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz) e da Câmara Técnica (CT) de Segurança Pública, realizada nesta quinta-feira (26). O encontro reuniu representantes municipais, estaduais e federais para apresentação de dados estatísticos, debate de demandas e definição de encaminhamentos nas áreas de segurança pública e mobilidade urbana.
Durante a reunião, três painéis concentraram exposições técnicas e discussões, com foco na articulação conjunta para enfrentar desafios que envolvem tanto o município quanto a região trinacional.
Integração institucional como estratégia
O presidente da CT de Segurança Pública do Codefoz e delegado da Polícia Federal, Sérgio Luís Stinglin de Oliveira, abriu os trabalhos destacando a relevância da pauta.
Essa reunião unificada demonstra a importância que o colegiado dedica a essas duas pautas, que são essenciais para a cidade e a região. É um momento importante para ouvir, avaliar e recolher sugestões.
Sérgio Luís Stinglin de Oliveira, presidente da CT de Segurança Pública do Codefoz e delegado da Polícia Federal.
O secretário municipal de Segurança Pública, Paulo Tinoco, ressaltou as especificidades de Foz do Iguaçu por ser município de fronteira e destacou a integração como diferencial estratégico.
É fundamental a efetividade dessa interação para que o nosso trabalho na maior tríplice fronteira do país seja efetivo.
Paulo Tinoco, secretário municipal de Segurança Pública.
O presidente do Codefoz, Marcelo Brito, enfatizou o papel do conselho na articulação de soluções conjuntas.
Testemunhamos o trabalho comprometido de nossas instituições. A cidade e a região crescem, surgem novas necessidades. Conjuntamente, somos capazes de intermediar e buscar soluções para problemas que não são só de Foz do Iguaçu, mas trinacionais.
Marcelo Brito, presidente do Codefoz.
Dados e planejamento estratégico
O policial civil Fernando Portinho, responsável pelo Centro de Análise, Planejamento e Estatística da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (CAPE/SESP), apresentou indicadores que auxiliam no direcionamento das ações das forças de segurança.
São indicadores que ajudam a nortear a atuação das forças de segurança pública, cada uma delas em sua atribuição.
Fernando Portinho, CAPE/SESP.
O secretário-executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), Fagundes Marquardt, detalhou o papel da estrutura na articulação interinstitucional.
Desenvolvimento socioeconômico e segurança caminham juntos. O papel do GGIM, há 17 anos, é ser um espaço de cooperação, articulação e alinhamento institucional.
Fagundes Marquardt, secretário-executivo do GGIM.
Mobilidade urbana e dimensão trinacional
No painel sobre mobilidade urbana e segurança viária, o diretor-superintendente do Foztrans, Maxwel Lucena de Moraes, e o presidente do Conselho de Desenvolvimento Trinacional (Codetri), Roni Temp, abordaram desafios estruturais e perspectivas de integração regional.
Entre os temas discutidos estiveram infraestrutura viária, educação para o trânsito, fiscalização e o desenvolvimento de um novo modelo para o transporte coletivo em Foz do Iguaçu.
A provocação que lanço é para pensarmos em uma delegacia de trânsito e turismo, que tenha condição de atender esses dois segmentos, que têm necessidades específicas.
Maxwel Lucena de Moraes, diretor-superintendente do Foztrans.
Roni Temp destacou o momento de crescimento econômico na fronteira e a necessidade de respostas coordenadas.
O momento na nossa fronteira é excepcional, de crescimento econômico e de atração de visitantes. Nossa união, poder público e sociedade civil, é para resolver questões que precisam melhorar.
Roni Temp, presidente do Codetri.
Encaminhamentos e novas pautas
A plenária também reuniu sugestões de profissionais do setor de transporte e turismo, incluindo proposta para melhorar o fluxo de motocicletas na região da aduana brasileira e procedimentos operacionais na Ponte da Amizade para reduzir congestionamentos.
Os encaminhamentos serão sistematizados pela Câmara Técnica para acompanhamento e articulação junto aos órgãos competentes.
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