Cascavel–PR – O Sistema FAEP e o Sindicato Rural de Cascavel encerraram a 38ª edição do Show Rural Coopavel com o maior volume de caravanas e produtores já registrado no estande das entidades. Nos cinco dias do evento, mais de 8,7 mil produtores rurais, organizados em 200 caravanas de 126 sindicatos do Paraná, passaram pelo espaço institucional na feira agropecuária realizada em Cascavel.

O recorde amplia a mobilização do sistema sindical rural e reforça o papel das entidades no acesso a inovação, tecnologia, capacitação e gestão voltadas ao dia a dia do campo, conectando agricultores e pecuaristas a orientações técnicas e serviços presentes na programação.

Mobilização histórica no estande

“A mobilização mostra que o produtor rural quer informação, tecnologia e gestão para evoluir cada vez mais. O Sistema FAEP e o nosso Sindicato Rural de Cascavel trabalham justamente para levar conhecimento ao campo. O nosso papel é exatamente esse: transformar conhecimento em resultado dentro da porteira”, afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, que esteve no estande recepcionando as caravanas.

“Mais um ano que o sindicato, com apoio do Sistema FAEP, proporciona a maior recepção da feira. Como entidade representativa, muito nos orgulha saber que estamos tão bem amparados a nível estadual e também conseguimos, a nível regional, defender o produtor e a produtora rural”, declarou o presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso.

Ao longo da feira, o estande reuniu ações voltadas a temas práticos, como orientação sobre licenciamento ambiental, divulgação do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), reunião do Grupo de Trabalho de Javalis e iniciativas da Patrulha Rural Comunitária, integrada à Patrulha Maria da Penha no atendimento e orientação às produtoras rurais.

Tecnologia e sucessão familiar no campo

Um dos momentos do estande foi a entrega simbólica de R$ 3 milhões em maquinários agrícolas destinados a colégios agrícolas do Paraná, com foco no incentivo à sucessão familiar e à qualificação de jovens no campo. O espaço também sediou o lançamento da plataforma CigarrinhaWeb, com monitoramento em tempo real da cigarrinha-do-milho no Paraná, ferramenta voltada a auxiliar o manejo integrado da praga.

Produtores percorrem quilômetros em busca de soluções

A presença de famílias e grupos de vizinhos marcou as caravanas organizadas pelos sindicatos rurais. Mais do que circular pela feira, produtores relataram que a visita tem foco em identificar tecnologias, comparar soluções e levar ideias aplicáveis à rotina da propriedade.

“Observamos tudo para tentar aplicar na propriedade. Já fizemos diversos cursos do Sistema FAEP, e sempre dá resultado. Quem não visita a feira está perdendo, pois o evento reúne coisa incrível, o que torna a visita muito proveitosa”, afirmou o produtor Valmir Alves Mariano, do Sítio Recanto da Liberdade, de Santa Lúcia, que foi à feira acompanhado da esposa Fátima e da vizinha Evelim Letícia dos Santos.

De Manoel Ribas, a produtora Iridan de Abreu Lopes Sehnem e a filha Isadora viajaram cerca de 300 quilômetros para acompanhar as novidades em soja, milho e produção leiteira.

“Vale prestigiar porque tem muita tecnologia e produtos novos. A feira permite encontrar todas as empresas em um só lugar e conhecer lançamentos, preços e promoções. Sempre levamos algo para aplicar na propriedade”, relatou Iridan.

“O sindicato incentiva muito. Minha filha já fez o Programa Jovem Agricultor Aprendiz e meu marido participou de cursos de inseminação e manejo de gado leiteiro. A gente sempre aprende muita coisa que ajuda no dia a dia”, completou.

Capacitação e gestão como eixo de modernização

A produtora Denise Adriana Martini, de Santa Tereza do Oeste, afirmou que usa a feira como referência para decisões de investimento e ajustes na gestão. A Fazenda Martini existe desde 1967 e hoje é administrada por seis irmãos, cônjuges e um filho agrônomo. A área tem 500 hectares com produção de soja, milho e trigo.

“Depois que assumimos, há 20 anos, mudamos bastante coisa: modernizamos o maquinário e passamos a produzir mais na mesma área. A feira ajuda porque conhecemos o que realmente funciona para aplicar na propriedade”, afirmou Denise, que também atua na Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Cascavel.

“Os cursos do Sistema FAEP ampliaram nossa visão. Participei dos programas Empreendedor Rural, Herdeiros do Campo e Liderança. Em cada treinamento, a gente desenvolve um projeto para avaliar a viabilidade e isso muda a forma de pensar a propriedade”, destacou.

Morador do distrito de São João do Oeste, em Cascavel, o produtor Paulo Bazzotti disse que visita o evento desde 1989 e utiliza a feira como termômetro para decisões do ano na propriedade de 30 hectares, onde cultiva soja e milho.

“Faz diferença porque conseguimos acompanhar as inovações e buscar melhores variedades para aprimorar a produção. O sindicato sempre dá apoio e estrutura para participar”, resumiu.

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